29/11/21
 
 
Vítor Rainho 09/08/2021
Vítor Rainho

vitor.rainho@ionline.pt

Impotentes perante o inferno

Nos EUA houve mesmo uma pequena cidade que teve de ser evacuada – curiosamente o presidente do IPMA tinha dado uma entrevista ao i na sexta-feira onde dizia que não estamos preparados para evacuar cidades mas que deveríamos estar.

As imagens que nos chegam dos incêndios que lavram pela Europa e na Califórnia, EUA, são arrepiantes. A brutalidade das chamas dá-nos a sensação que não haverá água que as apague. Nos EUA houve mesmo uma pequena cidade que teve de ser evacuada – curiosamente o presidente do IPMA tinha dado uma entrevista ao i na sexta-feira onde dizia que não estamos preparados para evacuar cidades mas que deveríamos estar.

Parece óbvio que o especialista não quis criar o pânico, mas olhando para o nos chega dos estrangeiro será que é possível ficarmos de fora da fúria dos incêndios ou das cheias? E é aqui que me arrepio ainda mais, pois olho para as imagens e parece o inferno, mas apenas – e este apenas é obviamente relativo –  morreram duas ou três pessoas. Penso que qualquer pessoa que tenha vivido, nem que seja pela televisão, rádios, sites ou jornais, as tragédias de 2017 em Portugal, em que morreram mais de 100 pessoas nos incêndios, ficará, obviamente, com bastante receio que incêndios de idênticas proporções se voltem a repetir.

É verdade que as instruções do Governo nos últimos anos são para  salvar primeiro as vidas humanas e só depois tratar dos bens materiais. Mas será que estamos mesmo preparados para evitar outra tragédia? O Estado cumpriu o seu papel de limpar os seus terrenos? Os meios disponíveis serão suficientes? É que vemos a Califórnia a arder impiedosamente e os mortos são um décimo do que aconteceu por cá.

Também é certo que os especialistas nos avisam que no futuro antes de irmos, no_Verão, para uma região rodeada de árvores devemos saber quais as temperaturas, humidades, etc. E, mais importante, estarmos atentos aos avisos. Não sei se é das alterações climáticas ou se é da própria história do planeta, em que há profundas alterações de x em x anos. É indiferente para o caso, pois vamos mesmo ter de nos adaptar a esta loucura de fenómenos radicais que estão por toda a parte.


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