05/10/2022
 
 

Marcelo Médico Epidemiologista Rebelo de Sousa

Não me parece que fique bem a um Presidente estar constantemente a desmentir ou corrigir o que uma Direção Geral determina.

Marcelo Rebelo de Sousa tem um gosto infindável pela polémica e quando ela não existe é capaz de perder algum tempo para criar uma. Sempre fui um fã do género, pois adoro ‘sacanagem’, embora o cargo de Presidente da República não jogue muito bem com essa estratégia.

Vem esta conversa a propósito de Marcelo ter vindo, mais uma vez, lançar achas para a fogueira no que diz respeito à vacinação dos jovens entre os 12 e os 15 anos. O Presidente da República se fosse coerente com o que diz teria de ter chamado a ministra da Saúde e comunicando-lhe que o país não pode continuar a ter Graça Freitas à frente da Direção-Geral de Saúde, algo que considero de uma grande injustiça.

Não me parece que fique bem a um Presidente estar constantemente a desmentir ou corrigir o que uma Direção Geral determina. Ou será que Marcelo é pediatra, epidemiologista, virologista ou matemático para decidir o que é melhor para as crianças? E essa de mandar seguir o exemplo da Madeira não deixa de ser insólito, até por dar a ideia de que não é represente máximo de todo o país, mas o Presidente é uma espécie de sempre em movimento que não consegue estar calado ou quieto mais do que as célebres três horas que dorme.

Recorde-se que a vacinação dos jovens divide até a classe médica, pois há quem a defenda e quem seja contra. Também há os que acreditam que os jovens nessa faixa etária só não são vacinados porque não existem vacinas disponíveis – há mesmo países que já estão a inocular crianças com três anos. Não faço ideia se é o melhor para as crianças, mas não acho que o Presidente da República deva discutir estes assuntos na praça pública.

P. S. 1. Fui um dos que ficaram acordado para ver Pichardo saltar para a medalha de ouro. Fiquei contente e emocionado – o triplista é um exemplo de adaptação a Portugal. Mas acho uma parvoíce o Comité Olímpico não proibir atletas de concorrerem por mais do que um país. Salvo, como é óbvio, as exceções dos refugiados políticos. À semelhança, aliás, da FIFA. Os países não são clubes para contratarem atletas que conquistem medalhas. Mas, repito, Pichardo hoje é tão português como outro qualquer que tenha tetra avôs lusitanos.

P. S. 2. O Chega tem um fã/militante que defende o nazismo e o fascismo e André Ventura acha que deve ser o Conselho de Ética a pronunciar-se sobre uma hipotética expulsão? Citar o estalinismo não justifica o nazismo e afins.

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