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Dielmar pede insolvência e põe em causa 400 postos de trabalho

Dielmar pede insolvência e põe em causa 400 postos de trabalho

Facebook/Dielmar Sónia Peres Pinto 02/08/2021 08:50

Marca que também ficou conhecida por ter vestido a seleção nacional de futebol no Europeu que Portugal ganhou não resistiu aos efeitos da pandemia.

A Dielmar – marca 100% portuguesa que nasceu em 1965 pelas mãos de quatro alfaiates (dois irmãos e outros dois amigos): Dias, Helder, Mateus e Ramiro (o nome da empresa é um acrónimo que resulta da junção dos nomes dos fundadores) – pediu a insolvência na sexta-feira passada. A informação foi avançada pelo Diário Digital Castelo Branco.  

A marca que chegou a ser líder na confeção de vestuário masculino no segmento médio-alto nunca saiu do local onde nasceu, de Alcains, Castelo Branco. A empresa era uma das maiores empregadoras do concelho, com cerca de 400 trabalhadores. Estava atualmente em 25 mercados e contava com 10 lojas próprias. A Dielmar ficou ainda conhecida por ter vestido a Seleção Nacional de futebol no Europeu de 2016, que Portugal ganhou.

Os efeitos da pandemia não se fizeram esperar. E o impacto tem sido sentido em todo este setor. De acordo com as contas da Associação de Marcas de Retalho e Restauração (AMRR), o segundo confinamento ditou um encerramento das lojas durante três meses e, no primeiro semestre deste ano, as quebras rondaram os 60%.

Já os dados da Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC) apontaram para uma perda de 200 lojas em 2020. E os encerramentos este ano não deverão ficar por aqui.

Mas nem tudo são mas notícias. Em abril, primeiro mês de abertura da maioria das lojas dos centros comerciais, mesmo considerando o impacto das restrições horárias e de lotação de pessoas no interior dos centros e das lojas, a faturação das lojas em centros comerciais ficou acima da verificada no mesmo período em 2019. Os dados referem-se a compras realizadas com cartão.

O estudo revelou que no primeiro mês de desconfinamento houve uma menor afluência aos centros comerciais do que em 2019, mas que, em média, cada cliente gastou mais cerca de 12,5%, o que justifica o aumento face a 2019.

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