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Anacoreta a número dois em Lisboa abre nova polémica no CDS

Anacoreta a número dois em Lisboa abre nova polémica no CDS

Bruno Gonçalves Henrique Pinto de Mesquita 31/07/2021 11:19

Isabel Galriça Neto diz «não pactuar com esta forma de estar e pretensamente liderar». João Gonçalves Pereira seria a pessoa mais indicada, argumenta a fação contestatária de Chicão.

O CDS está a borbulhar. Depois de Nuno Melo ter assumido, nas jornadas parlamentares do partido, ser ‘challenger’  de Francisco Rodrigues dos Santos após as autárquicas, uma nova decisão da direção voltou a agitar as hostes internas centristas: Filipe Anacoreta Correia, presidente do Conselho Nacional do CDS, foi escolhido como o número dois para a coligação PSD-CDS-ALIANÇA-MPT-PPM a Lisboa encabeçada por Carlos Moedas. De fora ficou João Gonçalves Pereira e, argumenta uma das fações beligerantes, a pessoa mais bem preparada do CDS para integrar a lista de Moedas.

A guerra espoletou quando Isabel Galriça Neto, candidata à Assembleia Municipal de Lisboa na lista de Carlos Moedas,  disse, no Facebook, «não pactuar com esta forma de estar e pretensamente liderar», considerando «triste» a liderança do CDS-PP protagonizada por Francisco Rodrigues dos Santos. Afirma ainda a antiga deputada não poderem contar com ela para «alimentar beligerância» ou «estar a desgastar a imagem do CDS».

Galriça Neto fê-lo em resposta a uma publicação de José Seabra Duque, conhecido militante do partido que acusou a atual direção de passar quatro meses a «ignorar as deliberações por unanimidade da Concelhia e da Distrital de Lisboa», acabando por indicar para a lista de Moedas «os nomes que já se conheciam há quatro meses», no que foi uma referência a Anacoreta Correia. Duque considera que tal decisão, no fundo, visou «afastar os opositores (não apenas João Gonçalves Pereira) e dar lugares aos amigos, enquanto se fingia deliberar».

José Duque critica ainda «o total desrespeito institucional, a falta de cultura democrática, e o cancelar de um trabalho de excelência do CDS em Lisboa, em prol da guerra interna». Acrescentou, ainda, ter-se perdido «uma grande oportunidade de utilizar o capital dos últimos oitos anos para fortalecer a candidatura de Carlos Moedas», que a seu ver «não merecia ser torpedeado por guerra internas». Com esta decisão, desabafa Duque, a direção do CDS «pode vir a ganhar terreno na guerra civil que destrói o partido», contudo «enfraquece o CDS e Lisboa fica a perder».

Também João Almeida, Pedro Mota Soares e Adolfo Mesquita Nunes – que há poucos meses desafiou Chicão no Conselho Nacional centrista, saindo derrotado  – criticaram a decisão da direção nacional, recorrendo às redes socias para acusá-la de «saneamento» interno: «O Carlos Moedas, que é um excelente candidato, merecia mais: merecia que o CDS não tivesse saneado alguns dos seus melhores, dos que mais conhecem o terreno, dos que mais trabalharam por Lisboa. E o CDS Lisboa, que todos os dias de há muitos anos para cá vai construindo alternativa e partido, merecia mais consideração e respeito» – escreveu Adolfo Mesquita Nunes.

 

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