30/7/21
 
 
José Paulo do Carmo 16/07/2021
José Paulo do Carmo

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Algarve, os velhos espaços novos

“Regressam as grandes festas de Verão!” Esta seria uma frase normal para começo de artigo se vivêssemos tempos normais. Mas não são. Ainda assim, passando por cima do tema covid, de que já não conseguimos sequer ouvir falar, as férias estão aí à porta para muitos e com elas a necessidade ainda mais premente de desanuviar a cabeça e de relaxar de um ano profundamente angustiante. Mesmo em tempos difíceis, continua a haver quem não se esconda nem consiga parar e arranque para novos projetos, com a expectativa de adaptar conceitos aos horários restritivos que o Governo nos impõe – como sabem o vírus usa relógio e às 22h30 vai tudo para casa ou para festas privadas onde o risco é muito maior mas ninguém quer saber. Realço dois espaços que me criam especiais expectativas. Curiosamente, ambos em espaços emblemáticos da noite algarvia.

Começo pela Quinta do Lago. Há muito que este ecossistema sem paralelo pedia alguma animação, que junte um público português mais sofisticado e com capacidade económica aos inúmeros estrangeiros que por lá têm casa ou passam férias. No antigo T-Clube nasce o Cuá Cuá em cores terracota a fazer lembrar o emblemático Bô Zin em Marraquexe. Espaço pensado para Club que para já terá que se cingir ao restaurante que mistura influências asiáticas e peruanas e onde não faltam as melhores carnes grelhadas. Pelo que pude perceber, a experiência que incluirá o jantar terá também algumas surpresas reservadas, com apontamentos de animação e alguns djs para dar um ambiente diferenciado às noites. O projecto contempla também um cigar lounge no que pretende ser uma oferta completa que balança entre gastronomia e diversão.

Em Vilamoura e mais concretamente no famoso Pier One (que foi também Aqua Moments) nasce o Mo Tao. Com uma decoração vinda diretamente de Bali, este restaurante/bar marcadamente asiático, promete-nos uma aventura por ambientes frescos e exóticos. Vegetação tropical intercalada por baloiços em forma de ovos. Também por aqui se espera e desespera por notícias que permitam uma extensão ainda que parcial do horário uma vez que à oferta gastronómica aliam também a componente de lazer que não é compatível com o encerramento às 22h30. A música promete ser alternativa e eclética sem cair nos hits mais comerciais. Estou curioso para perceber de que forma se conseguirão adaptar a estes novos tempos.

Será um desafio (imagino) mandar as pessoas para a rua quando bater a hora definida. Veremos se com o passar das semanas será permitido um alargamento do horário de funcionamento pelo menos para quem (através do certificado de vacinação completo ou de um teste) demonstre estar aparentemente livre do vírus. Neste momento a descrição panfletária é a única possível uma vez que não conheço a dinâmica dos espaços nem tive oportunidade de usufruir de tudo o que apregoam. Prometo nas férias que se avizinham fazer uma visita e escreverei posteriormente sobre as sensações que me passaram estes e outros que possam ainda surgir. Até lá, nestes tempos difíceis, desejo a todos os que fazem questão de desafiar a lógica e se atiram de cabeça para mais um projeto, a maior das sortes. Porque o entretenimento é fundamental para a nossa sanidade mental e o nosso bem estar.


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