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Algarve acima dos limites de cuidados intensivos e Lisboa e Vale do Tejo muito próxima

Algarve acima dos limites de cuidados intensivos e Lisboa e Vale do Tejo muito próxima

AFP Jornal i 09/07/2021 21:51

Variante Delta é a variante dominante em todas as regiões.

O número diário de internamentos em Cuidados Intensivos (UCI) mantém uma tendência crescente em Portugal continental, estando a ocupação de camas muito próxima do limite em Lisboa e Vale do Tejo e já acima no Algarve.

De acordo com o relatório de Monitorização das Linhas Vermelhas, divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), “o número diário de casos de covid-19 internados em Unidades de Cuidados Intensivos no continente revelou uma tendência crescente, correspondendo a 56 % (semana passada 46 %) do valor crítico definido de 245 camas ocupadas. Nas regiões LVT e Algarve, a atual ocupação de camas em UCI, está muito próxima ou acima dos limiares de ocupação em UCI definidos” como vermelhos.

Em LVT a ocupação corresponde já a 99%, com 82 doentes internados do limite regional de 84 camas. Já no Algarve há 15 doentes em UCI, 150% do limite definido.

Sublinhe-se que o relatório divulgado esta sexta-feira indica ainda que a variante Delta (B.1.617.2), ou associada à Índia, é a variante dominante em todas as regiões, com uma frequência relativa de 89,1% % dos casos, na semana de 21 a 27 de junho, em Portugal.

Além disso, ao nível nacional, a proporção de testes positivos para a covid-19 foi de 4,5 % esta semana. Na semana passada foi de 3,2 %. Este valor ultrapassa o limite definido de 4 %. “Observou-se um aumento do número de testes para deteção de SARS-CoV-2 realizados nos últimos sete dias”, realça.

“A análise dos diferentes indicadores mostra uma atividade epidémica de SARS-CoV-2 de elevada intensidade e tendência crescente, disseminada em todo o país – atualmente com maior impacto nas regiões de LVT e Algarve. No último mês, o aumento da atividade epidémica tem condicionado, um aumento gradual na pressão dos cuidados de saúde, em especial na ocupação dos Cuidados Intensivos e nas regiões LVT e Algarve”, conclui.

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