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"Momento crítico". País estreia certificados covid nas viagens internas

"Momento crítico". País estreia certificados covid nas viagens internas

AFP Marta F. Reis 25/06/2021 08:10

Albufeira e Lisboa juntam-se a Sesimbra, com restaurantes fechados às 15h30. Mas Governo deu mais folga para circular para fora da AML: um teste negativo ou já estar vacinado permite sair. Ontem ao final do dia Cruz Vermelha já não tinha vagas para estes para este fim de semana.

Depois da hora de almoço aguardava-se o anúncio nos restaurantes de Lisboa, onde já se antecipava o recuo no desconfinamento. E assim foi: Mariana Vieira da Silva anunciou as medidas, começando por sublinhar que o pais está agora “claramente na zona vermelha”. Com o Portugal-Bélgica este domingo já havia grupos marcados para domingo à noite e o desânimo foi de novo grande, sobretudo pelas dúvidas que surgem: não se pode jantar em Lisboa mas poderá nos concelhos à volta?, questionava um proprietário.

O Governo não mudou a estratégia e seguiu as regras que já estavam anunciadas, avançando com o recuo mais gravoso apenas nos concelhos que pela segunda semana consecutiva registam mais de 240 casos por 100 mil habitantes. Outros 25 concelhos pela segunda semana consecutiva acima dos 120 casos por 100 mil habitantes (240 no caso de municípios mais pequenos), voltam à etapa em que o fecho é às 22h30. Mas Mariana Vieira da Silva avançou que 16 destes concelhos, por já estarem acima dos 240 casos por 100 mil habitantes, em especial os concelhos da AML – e mantendo-se a trajetória de subida de incidência – na próxima semana deverão também voltar a ter horários de fecho mais limitados ao fim de semana. “Este é o sinal de que a situação se agrava no nosso país, disse, classificando a situação atual de “momento crítico da evolução da pandemia”. Mais um ao qual o país terá de se adaptar nos próximos dias. Nos concelhos em pior situação, casamentos e baptizados marcados já para este fim de semana deixam de ter lotação máxima de 50% dos espaços e baixam para 25%. Nos ginásios são suspensas as aulas de grupo. E nos 25 concelhos em risco elevado, as resoluções de conselho de ministros – a de ontem ainda não estava publicada – têm determinado mais encerramentos, de parques aquáticos, spas, salas de jogos e praças de toiros. O Governo tornou a não especificar estas medidas, mas Mariana Vieira da Silva aludiu a que estes recuos implicam o encerramento de algumas instalações.

Certificados digitais para sair de Lisboa O Governo mantém a interdição de viajar de e para fora da Área Metropolitana de Lisboa ao fim de semana. Mas depois de várias críticas ao longo dos últimos dias à aplicabilidade da medida, decidiu afiná-la e será agora a estreia da aplicação do certificado digital covid em território nacional. Quem tenha o certificado de vacinação completa, o certificado de recuperação (que pode ser pedido a quem tenha tido covid-19 nos últimos 180 dias) ou certificado de teste negativo à covid-19 poderá circular sem restrições. E adivinha-se isso mesmo: uma corrida aos testes, sendo que são válidos testes de antigénio feitos até 48 horas antes da viagem ou testes PCR feitos nas 72 horas anteriores à viagem.

Ontem ao final do dia no site da Cruz Vermelha Portuguesa que permite a marcação de testes à covid-19 já não havia vagas para agendamento de testes de antigénio nos três pontos fixos de Carregado/Alenquer, Costa do Estoril e Lisboa. Em Lisboa, o primeiro dia com vagas é a próxima quarta-feira. Testes PCR também sem vagas. Nos maiores laboratórios, ainda havia vagas para testes para esta sexta-feira. Tal como nas viagens ao estrangeiro, crianças com menos de 12 anos que viagem com a família estão dispensados de teste.

Já foram emitidos em Portugal mais de 400 mil certificados digitais e “esta semana” passarão a ter ainda mais usos, passando a ser usados no acesso a eventos. A medida já tinha sido anunciada no último conselho de ministros e esta quinta-feira o Governo aprovou um decreto-lei para a plicar. A partir de 1 de julho o certificado passa a poder ser usado em viagens internacionais. Sobre os pedidos do presidente da Câmara Municipal de Lisboa para rever critérios tendo em conta a vacinação, Mariana Vieira da Silva voltou a defender a atual matriz de risco. “É o melhor instrumento que temos”, sublinhando que mesmo após a segunda dose são precisos 15 dias para se atingir o máximo de proteção.

 

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