31/7/21
 
 
SCML. Trabalhadores entregam carta a provedor com nove exigências

SCML. Trabalhadores entregam carta a provedor com nove exigências

Sónia Peres Pinto 20/06/2021 12:12

Documento vai ser entregue a Edmundo Martinho a 22 de junho, no mesmo dia em que está a ser preparado o protesto dos trabalhadores. 

Os trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) que estão a organizar um protesto no próximo dia 22 de junho – entre uma vigília das 12h às 12h30 no Largo Trindade Coelho ou em alternativa vestir uma camisola preta nesse dia no serviço a que pertence, tal como o i já tinha avançado - já têm a carta pronta para entregar ao provedor Edmundo Martinho para apresentarem as suas reivindicações. Ao todo são nove.

Na carta a que o i teve acesso é pedido um aumento do subsídio de refeição, em que é solicitado a possibilidade “de receber em cartão de refeição, em que o limite de isenção sobe para 7,63 euros”, em detrimento de receberem esse valor em dinheiro, uma vez que, está sujeito a descontos de IRS e que baixa, neste caso, para 4,77 euros.

Esse grupo de trabalhadores também pede a atualização das remunerações em todas as categorias e equidade aos aumentos dos salários mínimos levados a cabo nos últimos anos. “Qualquer trabalhador quer ver aumentado o seu salário, por várias vezes, ao longo da sua carreira, não só como forma de inspiração como de reconhecimento e dedicação pelo seu trabalho e pela sua carreira”.

O mesmo documento a que o i teve acesso pede ainda ao provedor que sejam realizadas as progressões de carreira referentes a 2020. “É uma reivindicação mais do que justa. Foi concertado em Acordo de Empresa, os colaboradores aceitaram e confiaram num compromisso sério a ser respeitado pelas partes como deve ser num bom Estado de direito e não subverter as regras a meio do jogo”.  

Outra exigência diz respeito à criação de um sistema de compensações por antiguidade com vista a combater as atuais desigualdades. “É muito injusto que colegas com décadas de trabalho sejam equiparados a colegas recém-admitidos ou com muito tempo de serviço. Estamos certos que de que existem várias formas, ferramenta que colmatem estas desigualdades”. Também promover as reclassificações dos trabalhadores, independentemente das funções a que estão afetos é outras das reivindicações presentes na carta a entregar ao provedor.

Mas as queixas não ficam por aqui. Este grupo de trabalhadores pede ainda que as mobilidades internas sejam feitas “com critérios sérios e corretos” para que todos tenham as mesmas oportunidades, considerando que atualmente as mobilidades e recrutamentos internos “não são completamente transparentes e autênticos” e que, na maioria dos casos, essas alterações “são meros processos burocráticos e administrativos com destinatários já definidos”.  

Também em cima da mesa está o pedido para que sejam reorganizados os horários – quer por turnos, quer fins de semana e feriados –- e que sejam dadas as mesmas condições em dias de férias que os trabalhadores da função pública. 

A carta a que o i teve acesso chama ainda a atenção a Edmundo Martinho que os serviços da SCML nunca pararam durante a fase de pandemia, com muitos trabalhadores a estarem mais expostos ao risco.
Recorde-se que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa conta com mais de seis mil trabalhadores em mais de 160 estabelecimentos.   

Ler Mais


Iniciar Sessão
Esqueceu-se da sua password?

×
×

Subscreva a Newsletter do i

×

Pesquise no i

×