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Variante indiana ligada a sintomas diferentes de covid-19: perder o olfato é menos comum

Variante indiana ligada a sintomas diferentes de covid-19: perder o olfato é menos comum

Marta F. Reis 14/06/2021 13:45

Investigadores ingleses alertam que sintomas mais comuns se alteraram nas últimas semanas no Reino Unido, com menos reporte de sintomas como tosse e perda de cheiro e olfacto e mais quadros de constipação típica, com corrimento nasal, dor de cabeça e dores de garganta.

A equipa do projeto britânico Covid Sympton Study, que recolhe informação sobre sintomas mais frequentemente associados à covid-19, conclui que parece estar a haver uma alteração na sintomatologia, com os jovens infetados com o SARS-CoV-2 a reportar mais vezes sintomas de constipação como corrimento nasal, dor de garganta e dores de cabeça e menos vezes tosse ou perda de olfacto e paladar.

"Desde o início de maio temos visto que os sintomas principais nos utilizadores da app não são os mesmos que até aqui", disse à BBC Tim Spector, responsável pelo projeto. É algo que associam à variante indiana (delta), agora responsável por 90% dos casos no país e que tem levado a um recrudescimento da epidemia em Inglaterra, com alguns especialistas a admitir que se pode estar diante de uma terceira vaga.

Ter febre continua a ser relativamente comum, mas a perda de olfato já não surge entre os 10 sintomas mais comuns, adiantou o responsável pelo projeto.

"A variante parece estar a funcionar de forma diferente. As pessoas podem pensar que é só uma constipação da época, vão a festas e transmitem a uma média de seis pessoas. Pensamos que isto está a alimentar o problema", alerta Tim Spector.

Em Portugal, a variante inglesa continua a ser mais comum, mas a variante indiana é a que mais tem estado a crescer e o Instituto Ricardo Jorge confirmou no final da semana passada que já existem casos de transmissão comunitária, ou seja, casos em que as pessoas aparecem infetadas sem se perceber de imediato qual foi a cadeia de transmissão. De acordo com o relatório de monitorização das linhas vermelhas da DGS e do INSA, a transmissão da variante indiana é "mais evidente" na região de Lisboa e Vale do Tejo.

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