29/7/21
 
 
Covid-19. Lisboa aproxima-se da "linha vermelha" de 240 casos por 100 mil habitantes

Covid-19. Lisboa aproxima-se da "linha vermelha" de 240 casos por 100 mil habitantes

Marcelo já garantiu que “não vai haver” volta atrás no desconfinamento e lembrou que o país tem já “mais de 6 milhões e meio de vacinados”.

Um total de 22 concelhos do país acumularam mais de 120 casos de covid-19 por cada 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, mais dois do que na semana passada.

Além disso, Lisboa, o município mais populoso, acumulou, nas duas últimas semanas, 222 casos por 100 mil habitantes, uma leitura superior aos 181 casos que registava na sexta-feira da semana anterior. Por este motivo, aproxima-se da chamada “linha vermelha” de 240 casos que se aplica às regiões de densidade elevada.

Marcelo Rebelo de Sousa garante, no entanto, que não voltará atrás no processo de desconfinamento.

É em Lisboa e Vale do Tejo que o panorama continua a ser mais negativo, pois dos 707 casos do novo coronavírus que foram contabilizados nas últimas 24 horas, 450 pertencem a esta região.

Segue-se o Norte com 117, o Centro 58, o Algarve com 36 e o Alentejo com 16. O arquipélago dos Açores registou 27 novas infeções e o da Madeira três, respetivamente.

Risco de contágio Em risco elevado de contágio mantém-se o município da Ribeira Grande (524) que regista uma incidência acumulada superior a 480 casos por 100 mil habitantes.

Nos 22 concelhos referenciados, quatro registam um acumulado, nos últimos 14 dias, de mais de 240 casos por cada 100 mil habitantes, mantendo-se com esta incidência Odemira (477) e integrando este grupo Paredes de Coura (316), Sertã (384) e Sesimbra (260).

É de referir que os concelhos da Golegã, Nordeste e Vila Franca do Campo deixaram de ter uma incidência de mais de 240 casos por cada 100 mil habitantes.

Os restantes 17 concelhos têm valores compreendidos entre os 120 e os 239,9 casos por 100 mil habitantes.

OMS fala em quarta vaga Esta informação assume contornos especialmente relevantes porque, na semana passada, a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou que o outono pode trazer uma nova vaga de covid-19 à Europa, com o aumento de novos casos, da pressão sobre os hospitais e de óbitos provocados pela doença.

Na ótica do organismo, um dos culpados é a variante indiana – com 92 casos em Portugal –, pois há evidências de que esta escape à imunidade provocada pela vacina.

Mais 5 doentes em UCI Estes são dados divulgados no mais recente boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), documento através do qual é também possível verificar que o número de internamentos voltou a subir, tanto em enfermaria – mais 25 do que no sábado – como nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) – mais 5.

Naquilo que diz respeito ao rácio de transmissibilidade (Rt) e à taxa de incidência, os valores de sexta-feira mantêm-se porque estes não são atualizados ao domingo.

Certificados digitais Depois da Bélgica ter anunciado que iniciará a emissão dos primeiros certificados da covid-19, agora foi a vez de Portugal divulgar o arranque do processo. Os portugueses terão acesso a esta ferramenta a partir desta semana e “poderão ser já usados por nacionais nas suas viagens”.

O regulamento que cria o certificado digital da covid-19 da União Europeia será assinado esta segunda-feira em Bruxelas. Nele, constará informação acerca da recuperação, vacinação ou testes negativos à covid-19 que permitirá viajar neste verão e será emitida pelos serviços do Ministério da Saúde com assinatura encriptada.

Não há recuo Para Marcelo Rebelo de Sousa não há dúvidas: no que depender do Presidente, não haverá “volta atrás” no processo de desconfinamento. “Já não voltamos para trás. Não é o problema de saber se pode ser, deve ser, ou não. Não vai haver. Comigo não vai haver. Naquilo que depender do Presidente da República não se volta atrás”, afirmou à margem da visita à Feira Nacional de Agricultura, em Santarém.

O chefe de Estado defendeu que “o não voltar atrás exige às pessoas viverem à medida disso”, que, se querem que não se volte atrás, “têm que ter bom senso no respeito das regras sanitárias”, que aos eleitos para governar cabe decidir e aos especialistas “chamar a atenção para o juízo que as pessoas devem ter”.

 

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