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Deputados agridem-se durante sessão parlamentar na Bolívia | Vídeo

Deputados agridem-se durante sessão parlamentar na Bolívia | Vídeo

Youtube Jornal i 09/06/2021 16:53

Com a desordem plantada no plenário, duas parlamentares também se envolveram em confrontos, puxando os cabelos e arranhando-se.

Os ânimos escalaram entre dois deputados numa sessão do parlamento boliviano, esta terça-feira, tendo havido um confronto violento no meio do plenário. O que despoletou o conflito foi uma questão sobre se a crise que o país enfrentou em 2019 foi provocada por uma fraude eleitoral ou por um golpe de estado.

De acordo com as informações da agência EFE, citada pelo jornal espanhol El Mundo, o parlamento estava a discutir sobre a detenção da conservadora Jeanine Áñez, que assumiu a presidência interina depois de Evo Morales ter renunciado ao cargo devido a acusações de fraude eleitoral por se ter candidatado a um quarto mandato considerado inconstitucional, levando o país a protestar.

No momento em que o ministro do Interior, Eduardo del Castillo, estava a ser ouvido, a tensão subiu entre o senador da oposição boliviana Henry Montero e o deputado socialista do MAS, partido no governo, Antonio Colque, tendo ambos começado a gritar um para o outro.

Eis que na primeira fila, Henry Montero e Antonio Colque partem para a agressão física, com murros e pontapés. Mesmo com outros deputados a tentar separá-los, ambos continuaram a lutar até caírem no chão.

Com a desordem plantada no plenário, duas parlamentares também se envolveram em confrontos, puxando os cabelos e arranhando-se.

Ambos os confrontos obrigaram a interromper a sessão parlamentar durante 10 minutos.

Depois do intervalo, o ministro do Interior retomou a sua intervenção, ao indicar que o que se passou em 2019 foi "golpe de Estado e não uma fraude eleitoral".

De mencionar que a ex-presidente interina, Jeanine Áñez, está em prisão preventiva desde março deste ano, tendo sido acusada de sedição, conspiração e terrorismo no caso intitulado na Bolívia “Golpe de Estado” (contra Evo Morales). O ex-ministro da Justiça Álvaro Coímbra e o ex-ministro da Energia Rodrigo Guzmán também foram detidos.

Segundo a mesma fonte, o governo boliviano quer fazer justiça pelos acontecimentos em 2019, ao prender estes políticos, enquanto a oposição considera tratar-se de um ato de perseguição contra eles.

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