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Relatório: OMS devia ter declarado emergência mundial mais cedo

Relatório: OMS devia ter declarado emergência mundial mais cedo

Jornal i 12/05/2021 13:32

A covid-19 "já matou mais de 3,25 milhões de pessoas e continua a afetar a vida em todo o mundo, e é fruto de uma miríade de falhas, lacunas e atrasos na preparação da resposta. Isso deveu-se em parte à incapacidade de aprender com o passado".

Um painel independente de especialistas coordenou um estudo sobre a resposta do mundo à pandemia e acabou por apontar o dedo à OMS e a "liderança política global ausente".

A equipa liderada por Helen Clark, ex-primeira-ministra da Nova Zelândia e por Ellen Johnson Sirleaf, ex-presidente da Liberia, elaborou o relatório, divulgado agora, a pedido do diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, após a iniciativa dos Estados membros, que exigiram em maio do ano passado uma análise imparcial do que se passou, para avaliar as lições a tirar da pandemia de covid-19.

O painel encontrou "pontos fracos em todos os pontos da corrente", faltaram recursos financeiros, os sistemas de alerta foram lentos e fracos. Para os especialistas, a OMS não tinha poder suficiente e a liderança política global foi ausente.

Ellen Johnson Sirleaf defendeu mesmo que "a situação em que nos encontramos hoje podia ter sido prevenida. A propagação de um novo coronavírus, o SARS-CoV-2, transformou-se numa pandemia catastrófica, que já matou mais de 3,25 milhões de pessoas e continua a afetar a vida em todo o mundo, e é fruto de uma miríade de falhas, lacunas e atrasos na preparação da resposta. Isso deveu-se em parte à incapacidade de aprender com o passado".

A outra coordenadora do relatório, Helen Clark, considera que fevereiro de 2020 foi mesmo "uma oportunidade perdida para evitar a pandemia, numa altura em que muitos países decidiram esperar para ver". "Só quando as camas nos cuidados intensivos começaram a encher é que alguns decidiram agir" e "aí já era muito tarde para evitar o impacto da pandemia", acrescentou, citada pelo Guardian.

A OMS poderia ter declarado o novo coronavírus uma emergência global a 22 de janeiro, o que só veio a acontecer a 30 desse mês, referem no relatório. E durante o "mês perdido" de fevereiro de 2020, os países deviam ter-se preparado para o que aí vinha.

Outro dos pontos negativos mais apontados, foi o facto de os países terem tratado a pandemia de forma tão diferente, ou seja enquanto alguns adotaram restrições duras como forma de conter a doença, outros desvalorizaram o vírus.

O agravamento da situação que levou à situação atual, deveu-se, na opinião do painel, à “falta de liderança global, pelas tensões geopolíticas e pelo nacionalismo, o que enfraqueceu o sistema multilateral, cuja função é agir para manter o mundo seguro”.

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