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Luís Filipe Vieira. "Tenho outros negócios, tenho uma boa reforma"

Luís Filipe Vieira. "Tenho outros negócios, tenho uma boa reforma"

José Santos Sónia Peres Pinto 10/05/2021 20:10

Segundo as auditorias da PwC e da EY, a Promovalor devia 304 e 487 milhões, respetivamente. 

“Tenho outros negócios, tenho uma boa reforma. Vivo bem”. A garantia foi dada por Luís Filipe Vieira, enquanto presidente da Promovalor à pergunta de Mariana Mortágua sobre se tinha rendimentos além das empresas que são conhecidas e que “foram dadas como penhor e que estão em insolvência”. O também presidente do Benfica respondeu que tinha “algumas sociedades com outras pessoas” e deu o exemplo de uma que se for vendida brevemente irá areecadar cerca de 2,5 milhões de euros.

Luís Filipe Vieira disse ainda que tem mais património do que essa “casa para palheiro” referida, esclareceu no Parlamento, onde está a ser ouvido na comissão de inquérito ao Novo Banco. E foi mais longe: “A minha vida não foi criada com o BES ou com a minha vinda para o Sport Lisboa e Benfica a partir de 2001”, lembrando que era “um empresário de renome e relevância na área do imobiliário em Portugal” e defendendo que já era “reconhecido e prestigiado” quando se juntou ao clube desportivo.

O responsável disse também que os bancos quiseram, no início dos anos 2000, que fosse para o clube devido à sua situação financeira. “A minha ida para o Sport Lisboa e Benfica não é apenas uma vontade e um orgulho da minha parte. Foi também um pedido de várias instituições financeiras” que estavam “interessadas na viabilização” do clube.

E acrescentou: “Interpretei isso como uma prova de confiança nas minhas capacidades e na minha palavra, tendo em conta a situação de extrema fragilidade que o Sport Lisboa e Benfica atravessava no ano 2000”.

O responsável recordou que,  na altura, o clube “encontrava-se numa situação financeira muito delicada, como nunca antes tinha vivido na sua história”, classificando de “tristes acontecimentos” as “dificuldades” e “fragilidades”. 

E afastou o facto de estar associado às perdas do Novo Banco. “Por muito que seja cómodo publicamente colarem-me às perdas do Novo Banco e às perdas dos contribuintes portugueses, tudo isso não passa de uma tentativa de alterar a realidade: não tive nenhum perdão de capital, nem nenhum perdão de juros. Nem eu, Luís Filipe Vieira, nem o grupo Promovalor”, referiu. 

O presidente da Promovalor considerou ainda que “é muito fácil colocar o Luís Filipe Vieira como um grande devedor que não cumpriu” e “muito cómodo para muito boa gente colocar o presidente do Benfica como grande devedor da banca que não cumpriu”.

E foi mais longe: “É muito fácil colocar o Luís Filipe Vieira como um grande devedor que não cumpriu” e “muito cómodo para muito boa gente colocar o presidente do Benfica como grande devedor da banca que não cumpriu”, garantindo que cumpriu com tudo o que me foi pedido. “Entreguei todos os ativos, não tive qualquer perdão de juros ou de capital, mantive o meu aval pessoal e ainda investi mais capital para ajudar na recuperação”.

Quanto à relação com BES e com Ricardo Salgado esclareceu que era “completamente transparente”, tendo sido fomentada aquando da construção do novo estádio da Luz.

Recorde-se que de acordo com dois relatórios de auditoria da PwC e da EY posteriores à resolução do BES que analisaram as exposições a grandes devedores, a Promovalor devia 304 e 487 milhões de euros, respetivamente, sendo a diferença atribuível ao perímetro de análise dos grupos.

 

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