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"Voltaria a dizer a mesma coisa". André Ventura recusa pedir desculpa a família do Bairro da Jamaica

"Voltaria a dizer a mesma coisa". André Ventura recusa pedir desculpa a família do Bairro da Jamaica

Jornal i 10/05/2021 14:15

"Voltaria a dizer, porque se fosse hoje, era aquilo que a grande maioria da população portuguesa -  e eu como candidato procurava representar - sentia", afirmou o líder do Chega aos jornalistas, no primeiro dia do seu julgamento por ofensas  à honra e ao direito de imagem.

Começou, esta segunda-feira, o julgamento de André Ventura, que responde por ofensas à honra e ao direito de imagem num processo movido por sete membros de uma família do Bairro da Jamaica a quem chamou “bandidos”. No entanto, o líder do Chega recusa-se a pedir desculpa e diz que “voltaria a dizer a mesma coisa”.

Em causa está o facto de o líder de extrema-direita ter dito, durante um debate televisivo para as eleições presidenciais, que Marcelo Rebelo de Sousa preferiu estar com os “bandidos” do que visitar os polícias envolvidos num conflito no Bairro da Jamaica. Durante o debate, Ventura fundamentou a sua ideia com uma fotografia do Presidente da República com a família em questão.

“Hoje voltaria a dizer a mesma coisa no debate com Marcelo Rebelo de Sousa. Penso que a linguagem, os termos e a imagem foram amplamente utilizados nos anos anteriores sem nunca ter havido ação da mesma família em relação, não só outros atores e protagonistas políticos e sociais, ou a própria comunicação social. Fê-lo apenas porque é o André Ventura e o partido Chega está em causa”, afirmou aos jornalistas, à saída do tribunal.

Ventura sublinhou ainda que “não houve nenhum caráter ilícito” nas suas declarações. "Não concordo com muito da ação da Justiça, mas respeito a lei. Estamos num país democrático", disse.

O líder do partido de extrema-direita argumentou que “o debate político que foi feito teve uma natureza política e um objetivo político” e que o disse porque era “aquilo que a grande maioria da população portuguesa sentia”.

“Voltaria a dizer, porque se fosse hoje, era aquilo que a grande maioria da população portuguesa -  e eu como candidato procurava representar - sentia. E, obviamente, nunca ficaria feliz porque pessoas ficaram ofendidas ou humilhadas por qualquer tipo de declaração fosse. Agora, isso seria se o objetivo tivesse sido esse. Penso que ficou claro pela nossa ação que o carácter não foi esse como ficou claro que nunca houve uma ação rácica da minha parte”, reiterou.

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