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Foguetão chinês reentrou na atmosfera sobre o Oceano Índico, perto das Maldivas. NASA critica Pequim

Foguetão chinês reentrou na atmosfera sobre o Oceano Índico, perto das Maldivas. NASA critica Pequim

Jornal i 09/05/2021 09:05

Agência espacial norte-americana pede mais transparência sobre estas operações.

Muito próximo do que apontavam nas últimas previsões na noite deste sábado, o núcleo do foguetão chinês Long March 5b reentrou na atmosfera terrestre esta madrugada pelas 3h32 (hora em Portugal). A indicação foi dada nas útlimas horas pelo sistema europeu de vigilância espacial (Space Surveillance and Tracking), com algumas organizações a calcularem que tenha acontecido uns minutos mais cedo. A entrada aconteceu sobre o Oceano Índico, muito próximo das Maldivas e até ao momento não há relatos de terem sido detetados fragmentos. 

Depois de uma semana a monitorizar o núcleo do foguetão, que iniciou uma descida descontrolada para a Terra após colocar em órbita o primeiro módulo da futura estação espacial chinesa, a NASA é a primeira agência espacial a criticar abertamente a China. "É claro que a China está a falhar em padrões responsáveis de segurança", disse Bill Nelson, administrador da NASA, num comunicado emitido também nas últimas horas. "As nações que viajam no Espaço devem minimizar os riscos para as pessoas e propriedades de reentradas na Terra e maximizar a transparência em relação a estas operações."

Durante a semana, a Agência Espacial Europeia confirmou ao i que não estava em contacto com o operador e por várias vezes indicou, nos seus comunicados, que a falta de informação pública sobre o design do aparelho não permitia calcular que partes poderiam resistir à entrada.

O mais provável, dado que 70% do globo é oceano, era cair sobre a água e foi isso que aconteceu, muito próximo das Maldivas. Também esta madrugada (manhã na China) a agência espacial chinesa emitiu a primeira nota sobre o acontecimento na rede social Weibo. Segundo a agência de notícias estatal Xinhua, que até aqui não tinha publicado nenhuma nota sobre a reentrada, o comunicado do CMSA indica que a maioria do aparelho ardeu durante a reentrada e o remanescente caiu no mar.

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