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Variante de Manaus aumenta e representa 4,3% dos casos de covid-19 em Portugal

Variante de Manaus aumenta e representa 4,3% dos casos de covid-19 em Portugal

AFP Jornal i 05/05/2021 18:25

A variante, que em março representava 0,4% dos casos, já foi detetada em 15 distritos e 40 concelhos.

A variante P.1 do vírus SARS-CoV-2 está a aumentar progressivamente em Portugal e representa 4,3% dos casos de covid-19 no país, revelou o mais recente “Relatório de situação sobre a diversidade genética do novo coronavírus SARS-CoV-2 em Portugal”, elaborado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

O relatório, esta quarta-feira divulgado, analisou “7.325 sequências do genoma do novo coronavírus, obtidas de amostras colhidas em mais de 100 laboratórios, hospitais e instituições, representando 278 concelhos de Portugal”, sendo que desde o último relatório, divulgado a 2 de abril, “foram analisadas mais 1.569 sequências”.

Nas sequências analisadas, a variante britânica continua “numa trajetória de frequência ascendente”, tendo sido “detetada por sequenciação com uma frequência relativa de 91.2% na amostragem nacional de abril”.

Já relativamente à variante associada à África do Sul, destaca-se “a diminuição da sua frequência relativa de 2.5% (março) para 1.3% (abril), o que sugere que a sua transmissão na comunidade tem sido limitada”. No entanto, já foi detetada em 10 distritos e 34 concelhos.

Por outro lado, a variante P.1, associada a Manaus, Brasil, está a aumentar progressivamente em Portugal, sendo a sua frequência agora de 4,3%, “indicando a análise filogeográfica que esta variante foi introduzida várias vezes de forma independente” no país. A variante, que em março representava 0,4% dos casos, já foi detetada em 15 distritos e 40 concelhos.

No total, foram também identificados por “sequenciação os primeiros sete casos da variante B.1.617.1 (associada à Índia), sendo que seis destes casos foram detetados na amostragem nacional de abril”, abrangendo 5 concelhos.

“Esta variante é portadora de várias mutações na proteína Spike potencialmente mediadoras de maior capacidade de transmissão e/ou evasão ao sistema imunitário”, explica o INSA.

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