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Efacec. Conselho de ministros vai escolher em breve propostas vinculativas

Efacec. Conselho de ministros vai escolher em breve propostas vinculativas

Sónia Peres Pinto 13/04/2021 18:46

Siza Vieira reconheceu que "o processo derrapou sobretudo na primeira fase" . Ministro disse que não pode garantir que o processo esteja concluído antes do segundo semestre, mas espera fechar a venda até ao final do ano.

A escolha das propostas vinculativas – de um conjunto de 10 inicialmente apresentadas, para a reprivatização da Efacec – deverá acontecer “num dos próximos Conselhos de Ministros”. A garantia foi dada pelo ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, numa visita ao grupo, em Leça do Balio, Matosinhos. A ideia, de acordo com Pedro Siza Vieira, é decidir sobre o conjunto de empresas selecionadas, as que podem para passar à segunda fase e, a partir daí, possam apresentar as propostas vinculativas para a aquisição” da maioria do capital do grupo, que foi nacionalizado no ano passado.

O governante reconheceu que “o processo derrapou sobretudo na primeira fase” para levar a cabo a avaliação da empresa, no entanto, mostra-se confiante que o concurso avance nas próximas semanas. Ainda assim, admitiu que não pode garantir que o processo esteja concluído antes do segundo semestre, mas espera fechar a venda até ao final do ano.

O ministro afirmou ainda que “nestes últimos meses foi possível recuperar a atividade operacional” da Efacec, bem como “regularizar situações com fornecedores e isso traduz-se, não só num maior volume de encomendas, mas também numa “melhoria significativa dos resultados operacionais que nestes últimos trimestres são positivos, ou seja, a empresa está a dar lucro”, referiu, sem adiantar valores. 

Mas quando questionado sobre o valor da indemnização a Isabel dos Santos, cuja participação na Efacec foi nacionalizada pelo Estado, Siza Vieira disse apenas que “nos termos da lei foi feita a avaliação da participação objeto de nacionalização”, por duas empresas, assegurando que o valor das indemnizações não é muito significativo.

Recorde-se que no final de junho do ano passado, ainda antes de ser nacionalizada, a empresa anunciou ter recebido “cerca de uma dezena” de propostas não vinculativas de grupos industriais e fundos de investimento, nacionais e internacionais, para aquisição do capital de Isabel dos Santos na empresa.

E na semana seguinte, o Conselho de Ministros aprovou o decreto de lei para nacionalizar 71,73% do capital social, na sequência do envolvimento da empresária angolana no caso Luanda Leaks.

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