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Fórmula E. Félix da Costa começa mal, mas acaba bem

Fórmula E. Félix da Costa começa mal, mas acaba bem

José Miguel Pires 12/04/2021 13:35

Realizaram-se neste fim de semana as duas corridas do e-Prix de Roma, onde António Félix da Costa assegurou mais seis pontos na classificação geral.

António Félix da Costa, campeão em título de Fórmula E, teve dois resultados muito diferentes na dose dupla do e-Prix de Roma, no passado fim de semana.

Se no sábado o piloto português da DS Techeetah se viu obrigado a desistir, devido a um furo, já os momentos prévios à corrida de domingo auguravam mais uma etapa difícil. Feita a fase de qualificação, marcada por forte chuva e condições meteorológicas desfavoráveis, António Félix da Costa ficou muito longe da pole position, a cerca de oito segundos de diferença do australiano Nick Cassidy, o rookie que partiu, no domingo, do primeiro lugar da grelha, seguido de Norman Nato e de Pascal Wehrlein. Félix da Costa, no entanto, teve de se contentar com uma partida desde o 15.º lugar, ao passo que Jean-Éric Vergne, o colega de equipa francês na DS Techeetah, que venceu a corrida no sábado, também falhou as expectativas na manhã de domingo, acabando por ter de partir do 20.º lugar.

Chegado o momento decisivo, a corrida iniciou, pela segunda vez consecutiva, atrás do Safety Car, o que levou, no entanto, a uma situação curiosa: durante os primeiros minutos da corrida, estiveram em pista dois pilotos portugueses. António Félix da Costa, a correr pela DS Techeetah, e Bruno Correia, que ‘liderou’ o início da corrida, ao volante do Mini elétrico que serviu, pela primeira vez na Fórmula E, como Safety Car.

Já ‘por conta própria’, com bandeira verde e ao fim de alguns minutos de corrida, o rookie Nick Cassidy, que tinha surpreendido na fase de qualificação, valendo-lhe a partida do primeiro lugar, mostrou logo sinais da falta de experiência na terceira curva do circuito, acabando por derrapar para fora da pista, o que lhe custou todos os feitos alcançados até então, caindo inicialmente até à 11.ª posição, da qual não conseguiu recuperar, acabando por descer até ao 23.º lugar, e não alcançando sequer o fim da corrida.

Félix da Costa, no entanto, fez uma paulatina subida, alcançando o 10.º lugar quando faltava meia hora de corrida. Nesse momento, no entanto, Lucas Di Grassi, da Audi, ficou fora da competição, devido a um acidente individual, colocando mais uma mancha na sua presença nesta temporada da Fórmula E.

O piloto português, por outro lado, parecia ter afinado os sentidos nesta corrida, comparativamente com a etapa de sábado e as fases de qualificação no domingo, chegando ao sétimo lugar quando faltavam 15 minutos no relógio, enquanto se via obrigado a gerir de uma forma muito equilibrada a energia do carro, uma das vertentes específicas das corridas da Fórmula E, de forma a conseguir chegar ao fim da corrida e garantir alguns pontos. Já Jean-Éric Vergne viu-se em maiores dificuldades, após uma distante partida no 20.º lugar, que, até ao fim de meia hora de corrida, se tinha transformado apenas num 16.º lugar. Por esta mesma altura, Stoffel Vandoorne – que ficou fora da corrida de sábado devido a um acidente – liderava a corrida com uma folgada margem, e parecia ser o maior candidato à vitória.

No último terço da etapa, um novo acidente marcou a manhã. René Rast colocou um ponto final na participação da Audi no e-Prix de Roma. Após o acidente de Lucas di Grassi, Rast perdeu o controlo do seu monolugar e embateu contra as barreiras do circuito na capital italiana.

O acidente condicionou os últimos minutos da corrida, com Bruno Correia novamente a trazer o Mini elétrico à pista. Findado o protocolo e com o Mini de volta à garagem, a corrida recomeçou com menos de um minuto no relógio, o que levou a um sprint que decidiu a vitória surpreendente de Stoffel Vandoorne, que se redimiu do desastre da corrida de sábado e se tornou no quarto piloto diferente a vencer uma corrida nesta temporada da Fórmula E. Atrás do belga ficaram Alexander Sims, da Mahindra Racing, e Norman Nato, da ROKiT Venturi, que, ainda assim, acabou desqualificado, devido a uma penalização, passando Pascal Wehrlein ao terceiro lugar do pódio. Já António Félix da Costa safou-se por pouco, durante a última volta, de um grande acidente que deixou Nyck de Vries fora da corrida, e fechou uma boa exibição, talvez das mais interessantes da corrida, em que conseguiu elevar-se do 15.º lugar até à oitava posição, que se transformou em sétimo lugar após a aplicação das devidas sanções a diferentes pilotos.

 

Redenção da primeira corrida Já no sábado, a primeira corrida do fim de semana tinha visto Jean-Éric Vergne, que acabou em 11.º lugar no domingo, ser mais rápido do que todos os outros 23 competidores, dos quais apenas 15 conseguiram completar a corrida. Na traseira de Vergne ficaram o britânico Sam Bird, líder da classificação geral, a 461 milésimos de segundo, e o neozelandês Mitch Evans, a 756 milésimos, ambos da Jaguar Racing. Um dos 16 desistentes da primeira corrida em Roma foi mesmo António Félix da Costa, que partiu do 18.º lugar, e se encontrava no sétimo lugar, a 7 minutos do fim da etapa. Naquele momento, no entanto, um outro piloto acabou por fazer contacto com Félix da Costa e causou um furo no estreante E-TENSE FE21, o que obrigou à desistência do português, que ficou assim fora dos pontos nesta fase.

 

contas finais Feitas as contas, António Félix da Costa fica colocado no 10.º lugar da classificação geral dos pilotos, com 21 pontos, a 4 de distância do colega de equipa, que ocupa o oitavo lugar. Na liderança do campeonato continuam o britânico Sam Bird – que ficou fora da segunda corrida em Roma – e o neozelandês Mitch Evans.

 

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