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Páscoa trava economia portuguesa no início de abril

Páscoa trava economia portuguesa no início de abril

Jornal i 08/04/2021 13:33

BdP diz ainda que economia contou com capacidade de financiamento de 0,1% do PIB. 

A economia portuguesa na semana terminada a 4 de abril – altura em que o país abrandou devido às imposições de restrições, na altura da Páscoa – “indicador diário de atividade económica (DEI) apresentou uma variação homóloga inferior à da semana anterior”. Os dados foram revelados pelo Banco de Portugal (BdP). 

Ainda assim, os números mostram uma melhoria da economia face ao mesmo período do ano passado, altura em Portugal estava em confinamento. Tal como o BdP sinaliza, a “evolução recente do DEI encontra-se fortemente influenciada por efeitos base decorrentes dos eventos verificados durante 2020, o que afeta de forma significativa a evolução homóloga da atividade em 2021”.

Capacidade de financiamento

O banco central divulgou também que a economia portuguesa apresentou uma capacidade de financiamento de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, menor do que em 2019. 

Este resultado, de acordo com o BdP, reflete as capacidades de financiamento dos particulares e das sociedades financeiras (respetivamente de 5,9% e 2,2% do PIB), que, em conjunto, excederam ligeiramente as necessidades de financiamento das administrações públicas e das sociedades não financeiras (respetivamente de 5,7% e 2,3% do PIB). No entanto, em comparação com 2019, a capacidade de financiamento da economia portuguesa reduziu-se em 1,1 pontos percentuais e “reflete, sobretudo, a descida do saldo das administrações públicas, em 5,8 pontos percentuais, e o aumento da capacidade de financiamento dos particulares em 4,4 pontos percentuais”. 

O financiamento líquido das sociedades financeiras às administrações públicas aumentou 3,6 pontos percentuais, o que, segundo o BdP, contribuiu para fazer face à necessidade de financiamento das administrações públicas. Já as sociedades não financeiras apresentaram alterações no sentido dos fluxos de financiamento líquido, passando a ser financiadas pelos particulares e a financiar as administrações públicas.

Segundo os mesmos dados, a economia portuguesa apresentava, no final de 2020, uma posição financeira líquida face ao resto do mundo de -105,4% do PIB, que compara com -100,5% do PIB no final de 2019.

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