13/4/21
 
 
Vítor Rainho 06/04/2021
Vítor Rainho

vitor.rainho@ionline.pt

A ditadura que vai chegar de mansinho

Os terroristas são “insurgentes”, os políticos como Bolsonaro, por mais trogloditas que sejam, uns criminosos e Putin um político conservador que tem todo o direito de se perpetuar no poder. Veja-se o que disse Francisco Louçã sobre as grandes épocas da fome na União Soviética, onde morreram milhões de pessoas – não restando a algumas outra solução que não transformarem-se em canibais – para percebermos para onde nos querem levar.

Os novos inquisidores são muito mais astutos do que os antigos, e vão conseguir os seus intentos com uma ligeireza que vai assustar todos aqueles que adoram a democracia. Coisas tão simples como as raparigas da Fórmula 1 que foram despedidas porque era uma ofensa para a dignidade das mulheres – não creio que alguém lhes tenha perguntado o que quer que seja – ou a nova linguagem inclusiva, muito vai mudar, aproximando-nos de uma sociedade soviética, em que o valor da individualidade vai ser banido.

Os terroristas são “insurgentes”, os políticos como Bolsonaro, por mais trogloditas que sejam, uns criminosos e Putin um político conservador que tem todo o direito de se perpetuar no poder. Veja-se o que disse Francisco Louçã sobre as grandes épocas da fome na União Soviética, onde morreram milhões de pessoas – não restando a algumas outra solução que não transformarem-se em canibais – para percebermos para onde nos querem levar.

Estamos a voltar ao tempo em que não se queria acabar com os pobres, mas sim com os ricos. Em vez de se combater a pobreza, combate-se a riqueza. Que o mundo tem de ser mais justo, ninguém duvida, mas o modelo que pretendem implementar é assustador. Não vai faltar muito para que se diga que uma pessoa não pode ser igual a um voto, pois só um comité de iluminados é que decidirá quem poderá exercer o poder.

No meio desta ‘guerra’, de mansinho, exploram assuntos como o racismo até à náusea. No domingo, Nuctar Diakhaby, jogador do Valência, abandonou o campo de futebol porque um jogador da equipa contrária lhe terá chamado nomes. Se tal foi verdade, é execrável, mas se o “agressor” se lhe tivesse chamado “coxo de merda” teria abandonado o campo? Diz-se que foi ofendido com a frase “preto de merda” ao que poderia ter respondido “branco de merda” e tudo teria morrido ali. O racismo é abominável, mas não é com decisões destas que alguém vai mudar. Percebo que Diakhaby tenha ficado ofendido, mas dentro de um campo
de futebol quantas coisas parecidas não são ditas e ninguém leva a mal?
As mães dos árbitros, por este andar, ainda vão fazer parar muitos jogos.


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