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Mundial. De país às costas, graças à pandemia, as seleções jogam longe de casa

Mundial. De país às costas, graças à pandemia, as seleções jogam longe de casa

José Miguel Pires 25/03/2021 19:40

As limitações impostas pelo combate à pandemia obrigaram a alterações nos palcos dos jogos de qualificação para o Mundial de 2022.

Tal como aconteceu nos jogos da Liga dos Campeões e da Liga Europa, as partidas de qualificação para o Campeonato Mundial de 2022 tiveram de fazer um jogo de cadeiras para decidir os diferentes países onde vão decorrer. Se com as ligas europeias tal já teve um impacto nas equipas, quando falamos de seleções nacionais, esta realidade ganha novos contornos. Afinal de contas, Portugal, por exemplo, vai realizar os primeiros três jogos desta fase fora do território nacional. O jogo com o Azerbaijão, na quarta-feira, realizou-se em Turim, onde apenas Cristiano Ronaldo conhecia os cantos à casa. Não que a realidade tenha sido muito melhor para os azeris, que também tiveram de jogar a partida a vários milhares de quilómetros do seu país. Inicialmente marcado para o Estádio José Alvalade, foi preciso mudar os planos do jogo, já que a viagem a Lisboa implicaria que alguns jogadores tivessem de realizar quarentenas obrigatórias ao regressar aos seus respetivos clubes. Esta seria a única partida que os portugueses jogariam em território nacional, pelo menos nestes primeiros três jogos de qualificação.

 

Anfitriões... mas fora de casa

A mudança de palco mais icónica nesta fase do campeonato prende-se com os jogos entre o Catar - anfitrião do Mundial de 2022 - e as restantes equipas do grupo A, onde está Portugal. A primeira partida, nesta quarta-feira, contra o Luxemburgo, não se jogou nem em Doha, nem no Luxemburgo... mas sim na cidade de Debrecen, na Hungria. Não haja, no entanto, confusões. O palco inicial da partida, considerada um “amigável”, já que o Catar está automaticamente qualificado devido ao seu estatuto de anfitrião, teria sido em Viena, na Áustria. De forma a evitar as restrições de mobilidade entre a Áustria e a Irlanda, equipa também incluída no grupo A, foi necessário colocar mãos à obra e passar o evento para a pequena cidade húngara de Debrecen, onde as restrições são mais leves.

 

Estónios e checos na Polónia  

Da mesma forma, o jogo entre a Estónia e a República Checa, do Grupo E, realizou-se na Arena Lublin, na cidade homónima na região este da Polónia. Originalmente planeado para Tallinn, a capital da Estónia, o palco do jogo teve de ser mudado pela mesma razão que levou tantas outras dezenas de clubes e seleções nacionais a ‘levar a casa às costas’, ou o país, neste caso, nas competições além-fronteiras: a pandemia da covid-19, que motivou o Governo do país báltico a colocar restrições à circulação, impedindo a realização do jogo.

Também a Noruega e a Turquia, que inicialmente se deveriam defrontar no país nórdico, no sábado, mudaram o confronto para uma região com temperaturas mais amenas: Málaga, em Espanha. A estratégia prendeu-se com o facto de os noruegueses terem enfrentado Gibraltar nesta quarta-feira, evitando assim grandes deslocações pela Europa fora.

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