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O melhor e o pior, de pai para filho

O melhor e o pior, de pai para filho

Joana Faustino 19/03/2021 10:50

O que herdamos e o que aprendemos com eles.

Sabia que pais e filhos que ouvem música juntos são mais próximos? E que os filhos mais parecidos com os pais são mais saudáveis? Celebra-se hoje o Dia do Pai, que coincide com o Dia de São José. O ambiente familiar é dos fatores mais importantes no desenvolvimento de uma criança – e a ligação com o progenitor pode influenciar todo o comportamento e futuro de um filho para a vida toda.

Stresse sofrido pelo pai em criança influencia cérebro do filho

Um estudo feito pela Universidade de Turku, na Finlândia, demonstrou que a primeira vez que o pai sente stresse na sua vida vai afetar a maneira como se desenvolve o cérebro do seu filho. Os investigadores identificaram 72 famílias e analisaram o passado de ambos os progenitores. As descobertas foram de que a exposição que o pai da criança teve ao stresse na infância estava ligada ao desenvolvimento dos traços de matéria branca no cérebro do filho. Estes “traços” são responsáveis por ligar várias partes do cérebro. Quando foram estudados os níveis de stresse vivenciados pela mãe, os traços de matéria branca permaneceram iguais.

Pais desportistas fazem filhos mais saudáveis 

Um estudo realizado pela Universidade do Ohio revelou que os pais que fazem exercício físico têm um grande impacto na saúde dos seus descendentes. Kristin Standford, a coordenadora do estudo, apercebeu-se que os diabetes tipo 2 podem estar ligados a uma dieta pouco saudável que o pai teve antes do seu filho nascer. Por outro lado, os filhos de pais que fizeram exercício demonstraram ter um metabolismo melhor, menos massa gorda e menos peso.

Filhos que se parecem com os pais são mais saudáveis

Os filhos que, ao nascer, têm mais parecenças com o pai têm a probabilidade de passar mais tempo com o progenitor e de serem crianças mais saudáveis no primeiro ano de vida. Quem o diz é a Universidade Binghamton, em Nova Iorque, que concluiu que os pais que veem no filho semelhanças consigo, têm tendência a passar mais dois dias e meio por mês com as crianças. As implicações deste estudo são especialmente sentidas por crianças que vivem só com a mãe.

Idade do pai na altura da conceção afeta desenvolvimento

De acordo com um estudo publicado em 2017 no Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry, a idade a que um homem é pai pode afetar o desenvolvimento social do filho. Os resultados do estudo concluem que filhos de pais com menos de 25 anos e mais de 51 anos, tendem a desenvolver-se com uma maior apetência social nos primeiros anos de vida, no entanto, chegando à adolescência é possível que fiquem para trás em relação aos colegas.

Crianças que ouvem música com os pais são mais próximas

Crianças que ouvem música com os pais enquanto crescem tem uma maior probabilidade de ter uma boa relação com os progenitores quando chegam à idade adulta, concluiu um estudo realizado pela Universidade do Arizona. Um dos autores, Jake Harwood, afirmou que quem tem filhos pequenos e toca música para eles está automaticamente a melhorar a relação que terão no futuro: “Se têm filhos adolescentes e conseguem partilhar música” os laços serão mais fortes, garante.

Filhos de pais mais velhos tendem a ser mais inteligentes

De acordo com um estudo da King College, em Londres, filhos de pais mais velhos têm uma maior probabilidade de ser mais inteligentes e de se focarem mais nos seus interesses, com uma menor tendência para tentarem “encaixar” com os seus pares. O estudo foi feito através da análise de dados comportamentais de gémeos, que demonstraram, mesmo anos depois de os dads serem recolhidos, sair-se melhor na escola nomeadamente nas disciplinas de ciências, tecnologia, engenharia e matemática.

Pais que brincam com os filhos potenciam o seu auto-controlo

Segundo a Universidade de Cambridge, crianças que têm pais que lhes dedicam mais tempo têm mais facilidade em controlar o seu temperamento e emoções. Embora o estudo tenha tido também em conta as brincadeiras tidas pelas mães, as conclusões indicam que os progenitores do género masculino têm tendência a ter brincadeiras mais físicas como fazer cócegas, brincar à apanhada e andar às cavalitas, o que ajuda as crianças a lidar melhor com as emoções.

“Baby sharks” mais fortes do que “daddy sharks”

Se tem um filho com menos de cinco anos, de certeza que já ouviu a canção “Baby Shark” - e talvez tenha feito a coreografia. A verdade é que de acordo com um estudo feito pela Universidade da Flórida, ao contrário do que acontece com os humanos e muitos animais, os tubarões bebés aparentam ser mais fortes do que os seus pais. As evidências não são apenas comprovadas pelos dentes e pelas mandíbulas mas também pela cartilagem mineralizada que têm, em vez de osso.

Herdamos gordura má dos pais e gordura boa das mães

Enquanto as células de massa gorda castanhas ajudam a queimar calorias, as células de massa gorda branca fazem-nos obesos e doentes. Uma equipa que inclui investigadores da Dinamarca, da Alemanha e de Áustria descobriu que é mais provável herdarmos da parte da mãe as célula de gordura castanhas (boas) e do pai as células de gordura brancas (más).

Homem com muitos irmãos tem maior probabilidade de ter meninos

Um estudo feito pela Universidade de Newcastle sugere que os pais têm um papel importante na hora de saber se o filho será do género feminino ou masculino. Após a análise de várias gerações de árvores genealógicas, os investigadores concluíram que homens que têm muitos irmãos têm uma maior probabilidade de ter filhos, sendo que os que têm muitas irmãs têm uma maior probabilidade de ter filhas. No estudo foram incluídas 927 famílias da América do Norte e da Europa.

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