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"Há locais no nosso país onde os médicos continuam a correr risco por falta de equipamentos de proteção"

"Há locais no nosso país onde os médicos continuam a correr risco por falta de equipamentos de proteção"

António Pedro Santos Redação 14/03/2021 19:06

"Não adianta, não vale a pena, não faz sentido preocupar-se unicamente com tirar a fotografia e deixar centenas, milhares desses profissionais por vacinar", rematou Jorge Roque da Cunha.

O secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Jorge Roque da Cunha, acusou, este sábado, o Governo de fazer propaganda à vacinação contra a covid-19, declarando que há muitas pessoas que estão na primeira linha de combate à pandemia que não foram vacinadas.

"Não adianta e é totalmente inqualificável esta atitude de dizer que se vai vacinar os senhores professores - que aliás [somos] totalmente de acordo quanto a essa matéria - quando se sabe que muitas das pessoas que estão na primeira linha ainda nem sequer foram vacinadas", disse à Lusa após o encerramento do XIII Congresso do SIM, adiantando que, neste momento, só cerca de 75 a 80 % dos médicos, 20% dos elementos da PSP e GNR e cerca de 25% dos bombeiros estão vacinados.

"Não adianta, não vale a pena, não faz sentido preocupar-se unicamente com tirar a fotografia e deixar centenas, milhares desses profissionais por vacinar", rematou, adiantando que somente aproximadamente 10% das pessoas com mais de 80 anos têm as duas inoculações e cerca de 40% têm uma inoculação.

O médico salientou que naquilo que concerne o alargamento da vacinação aos professores o Governo "está a criar expectativas" e a criar "uma pressão imensa junto dos serviços de saúde", sendo que os médicos "em vez de estarem preocupados a tratar os seus doentes, estão a responder e a tentar justificar a propaganda do Governo". "Mais vale o Governo deixar de fazer propaganda em relação a esta matéria e ser verdadeiro. Não há vacinas. Só é possível vacinar estes grupos, incluindo os grupos de risco, daqui a dois, três ou quatro meses", frisou.

Para além das preocupações mencionadas, o SIM também está apreensivo com a proteção dos médicos, pois "há locais no nosso país onde os médicos continuam a correr risco por falta de equipamentos de proteção"

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