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Tomada de posse de Marcelo: "Sou o mesmo de há cinco anos"

Tomada de posse de Marcelo: "Sou o mesmo de há cinco anos"

João Girão Cristina Rita 09/03/2021 10:23

Na cerimónia estão 50 deputados, seis membros do Governo e vinte e duas personalidades convidadas de acordo com o protocolo do Estado. Acompanhe a tomada de posse em direto.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai tomar posse para um segundo mandato dentro de meia hora, e decidiu deslocar -se a pé até ao Parlamento, tal como há cinco anos.

Em declarações à várias televisões, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que o discurso de posse é normalmente uma síntese das prioridades para o novo mandato.

Neste momento, Marcelo faz um compasso de espera porque chegou ligeiramente adiantado face à hora prevista.

O chefe de Estado olha para o relógio para cumprir o protocolo e entrar pela escadaria principal da Assembleia da República.

O presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, já o foi receber e toca-se o hino nacional, acompanhado por salva de 21 tiros.

As honras militares terminaram e Marcelo Rebelo de Sousa desloca-se neste momento para a Sala das Sessões para a tomada de posse. A cerimónia terá menos de 100 pessoas. Que já o aguardam no hemiciclo.

Nas suas curtas declarações até chegar ao Parlamento, Marcelo Rebelo de Sousa reconheceu que “os segundos mandatos são sempre mais difíceis".

O Presidente da República ainda lembrou que fará duas deslocações ao estrangeiro tal como há cinco anos: Vaticano e Espanha. Mas só irá pedir o assentimento para a deslocação após a posse no Parlamento.

“Já se conhece o que é o cargo e sabe-se que é muito mais pesado", sublinhou o chefe de Estado.

Na cerimónia estão 50 deputados, seis membros do Governo e vinte e duas personalidades convidadas de acordo com o protocolo do Estado.

Ferro Rodrigues reabriu a sessão a recordar as restrições devido à pandemia.

Na mesa da Assembleia da República está já um exemplar da Constituição e o membro da mesa do Parlamento Duarte Pacheco lê a ata com os resultados eleitorais das presidenciais de 24 de janeiro.

Marcelo já fez o juramento da Constituição da República Portuguesa. Ouvem -se aplausos nas bancadas do PSD, CDS, mas também no PS. Toca agora o Hino Nacional, acompanhado de 21 tiros de salva conforme as honras militares.

O presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, já discursa, lembrando que as restrições pandémicas não retiram solenidade na posse do Presidente da República. Ferro fez ainda uma “saudação especial" a Marcelo pela “forma clara e expressiva” da sua reeleição.

Ferro Rodrigues recordou o primeiro mandato de Marcelo, destacando que foi marcado pela “reposição de direitos retirados após a intervenção da troika”.

O presidente do Parlamento chamou “prezado amigo” a Marcelo e não esqueceu, por exemplo do caso do aeroporto de Lisboa, recordando aos órgãos de soberania que “há uma altura em que é preciso decidir”. E considerou ainda a reeleição de Marcelo como o “repúdio ao extremismo”, pedindo ao Chefe de Estado para os travar.

Marcelo Rebelo de Sousa já discursa a assinalar que “Portugal é a única razão de ser “do seu compromisso. E lembrou que “uma pátria é muito mais do que o lugar onde nascemos”.

Marcelo assinala que ninguém antecipava há um ano que hoje o Presidente da República tomasse posse em Estado de Emergência.

E recorda que “este foi um ano demolidor”. Porém, lembrou que “é parcialmente injusta a recriminação de tudo o que não se antecipou” na crise pandémica.

O chefe de Estado fala de lições é prioridade e frisa que “queremos uma melhor democracia”.

Marcelo aponta para as prioridades e lembra que “só haverá reconstrução se a pobreza desaparecer”. “É preciso que haja um só Portugal “ e “reconstruir sem corrigir as desigualdades é reconstruir menos para todos”. Marcelo falava sobre os fundos europeus e a necessidade de superar as várias crises que o País enfrenta.

Marcelo defendeu que é “preciso afirmar um patriotismo de futuro”, garantindo: “Sou o mesmo de há cinco anos”.

O presidente pediu melhor democracia, menos corrupção, e lembrou ao Executivo que para recuperar da crise económica não basta “regressar a 2019”.

O Presidente terminou o discurso com um apelo em jeito de esperança: “Temos de acreditar. Vamos acreditar “e citou Sophia Mello Breyner para dizer “nunca as vossas mãos ficarão vazias”.

Chefe de Estado terminou o discurso e já recebe cumprimentos numa versão muito reduzida.

A saída, o primeiro-ministro foi questionado sobre o caderno de encargos dedicado pelo Presidente sobre a recuperação do País, mas preferiu destacar a “solidariedade estratégica“ e a cooperação com Belém.

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