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Groundforce. Estado tem de "salvaguardar" direitos dos trabalhadores

Groundforce. Estado tem de "salvaguardar" direitos dos trabalhadores

Jornal i 07/03/2021 19:21

CT enviou pedidos de audiência a todos os grupos parlamentares, mas só recebeu resposta positiva do PAN  e do PCP.

 

O Estado tem o “dever de salvaguardar” os direitos dos colaboradores da Groundforce até os salários serem pagos. O pedido foi feito pela Comissão de Trabalhadores (CT) da empresa ao prometer que não vai “baixar os braços” por considerar  “absolutamente inadmissível que os trabalhadores estejam a ser alvo de um jogo de força entre o acionista privado ‘vs’ [versus] Estado e que os mesmos não sejam os responsáveis por esta situação que vivemos”, refere em comunicado. A estrutura que defende os trabalhadores lembra ainda que “o Estado português tem, além de ser acionista, a responsabilidade social nesta questão e o dever de salvaguardar os direitos dos trabalhadores”.

A CT enviou pedidos de audiência a todos os grupos parlamentares, tendo recebido uma resposta positiva do PAN e do PCP. Neste sentido, os trabalhadores vão, esta segunda-feira, à Assembleia da República.Para já, os trabalhadores da Groundforce vão receber até 75% da remuneração líquida num máximo de 500 euros, de acordo com a informação avançada pelo acionista maioritário Alfredo Casimiro. “Recebemos agora o dinheiro da Segurança Social dos layoffs que vai ser de imediato entregue e com mais alguns recebimentos conseguimos pagar 500 euros a cada pessoa”, garantiu.

Impasse

Na sexta-feira, a Pasogal, acionista da Groundforce, garantiu que concordou com as exigências apresentadas pelo ministro das Infraestruturas para um empréstimo que permitisse pagar os salários aos 2400 trabalhadores na ordem dos 30 milhões de euros.

No entanto, na quinta-feira, em conferência de imprensa, Pedro Nuno Santos disse que o empréstimo bancário à empresa será dado por um banco privado, com aval do Estado, realçando que as exigências para o financiamento aguardado serão “as mesmas” que as impostas para o adiantamento pela TAP.

Nacionalização Face a este impasse, o PCP já veio defender a nacionalização da empresa. O partido defendeu esta sexta-feira “medidas no imediato” para o pagamento dos salários em atraso na Groundforce e a “renacionalização da empresa”, integrando-a na “estratégia de desenvolvimento da TAP” e do setor da aviação civil, considerando “inaceitável” o não pagamento dos salários na SPDH/Groundforce.

Os comunistas recordaram que a empresa “resulta da separação e privatização (por duas vezes) da Assistência em Escala da TAP” e que é “perfeitamente viável”, apesar de estar a ser “afetada pela pandemia que atingiu o setor aéreo há um ano”.

O PCP defendeu ainda que a solução de fundo para o problema que agora se revelou, é a da adoção das medidas que no imediato assegurem o pagamento dos salários e a renacionalização da empresa, integrando-a numa estratégia de desenvolvimento da TAP e do setor da aviação civil em Portugal”.

 

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