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Pandemia. "Não podemos voltar a cometer erros", diz António Costa

Pandemia. "Não podemos voltar a cometer erros", diz António Costa

AFP Luís Claro 03/03/2021 08:50

Presidente da República defendeu que é preciso “melhorarmos a capacidade de planear e antecipar cenários”. 

Um ano depois do aparecimento do primeiro caso de covid-19 em Portugal, o Presidente da República admitiu que é preciso “retirar lições com o que correu menos bem” e melhorar “a capacidade de planear e antecipar cenários e respostas”. António Costa alertou que “não podemos voltar a cometer erros”, porque a ideia de que as tragédias não se repetem é falsa. 

Primeiro foi Marcelo Rebelo de Sousa a publicar uma nota no site da presidência para evocar um ano de pandemia.”Passa hoje um ano sobre o primeiro caso de Covid-19 em Portugal. De modo global, o País foi-se ajustando à pandemia, umas vezes mais proactivamente, outras, infelizmente, mais reativamente”, escreve.

Marcelo Rebelo de Sousa não esconde que houve falhas no combate à pandemia e traça alguns aspetos que é preciso corrigir. “É desejável que, mais do que aprender com o que correu bem, tenhamos, todos nós, a capacidade de retirar lições com o que correu menos bem. Melhorarmos a capacidade de planear e antecipar cenários e respostas, reagirmos de modo mais célere e mais adaptado às circunstâncias, são exemplos de áreas que devem ser alvo da atenção atual e futura de todos nós”, afirma o Presidente da República. 

António Costa também admitiu erros e focou a mensagem na necessidade de não os repetir nas próximas semanas.
Numa visita ao Hospital Curry Cabral, em Lisboa, para homenagear os profissionais de saúde, o primeiro-ministro disse que  “não podemos repetir o que aconteceu na primeira vaga, não podemos repetir o que aconteceu na segunda vaga e muito menos podemos repetir o que aconteceu nesta trágico mês de janeiro”. 

Para António Costa, “é fundamental termos na memória o que aconteceu” e não “podemos” voltar a cometer os mesmos erros. “A ideia de que as tragédias não se repetem é uma ideia falsa. As tragédias repetem-se quando os seres humanos repetem os erros que produzem essas tragédias”, acrescentou Costa, apelando aos portugueses para cumprirem o confinamento com “enorme rigor”.

Reabertura das escolas A ministra da Saúde também foi cautelosa e admitiu que este ainda não é o momento para equacionar o alívio das restrições. Marta Temido, em entrevista á Antena 1, defendeu que “não estamos ainda em condições” para falar sobre o regresso às escolas, nomeadamente para as crianças do pré-escolar e do 1.º ciclo. 

“Não estamos em condições de falar sobre esse tema ainda. Optámos por manter essa informação condicionada a um conjunto de circunstâncias, a um conjunto de audições e concretamente a um calendário que já foi anunciado pelo primeiro-ministro e que refere que no dia 11 de Março daremos conta de um conjunto de regras que, se determinados pressupostos se mantiverem, depois se aplicarão”, disse. A ministra da Saúde admitiu que o prolongamento do confinamento leva as pessoas “a aligeirar determinadas regras”, mas realçou que “este esforço final é muito importante”. 

Governo cometeu erros Rui Rio também defende que não podemos cometer os mesmos erros e preferiu não apontar nenhuma data para aliviar as restrições. “Os políticos têm de ter o conforto da ciência, não sou que vou dizer que número temos de atingir. O que está em causa é se o país tem indicadores para poder desconfinar ou não, independentemente de ser Páscoa ou não, independentemente de estarmos em março ou em abril”.

Um ano depois do aparecimento do primeiro caso, o líder do PSD considerou que este ainda não é o momento para avaliar a atuação do Governo na resposta à pandemia. “O Governo cometeu diversos erros, normais no princípio, e numa fase posterior menos aceitáveis. Mais do que isto é difícil dizer”. 

Rui Rio defendeu, porém, que “já podia e já devia” existir um plano de desconfinamento. O Governo anunciou que vai apresentar o plano no dia 11 de março. Será “gradual”, “progressivo” e “diferenciado por setores”, revelou o primeiro-ministro.

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