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EUA aplicam sanções contra a Rússia devido ao caso Navalny

EUA aplicam sanções contra a Rússia devido ao caso Navalny

AFP Jornal i 02/03/2021 15:50

A decisão surge no mesmo dia em que a UE formalizou a introdução de sanções a quatro responsáveis russos pelo seu "papel na detenção arbitrária, perseguição e julgamento" do opositor e pela "repressão de manifestações pacíficas ligadas ao tratamento ilegal de Navalny".

Os Estados Unidos da América (EUA) anunciaram, esta terça-feira, sanções contra a Rússia. Em causa, afirma a Casa Branca, estão relatórios de investigações independentes que revelam "com grande confiança" que o opositor de Vladimir Putin, Alexei Navalny, foi envenenado por agentes do Serviço Federal de Segurança russo.

Segundo o jornal The New York Times, as sanções "não serão dirigidas, de forma específica, a Vladimir Putin, aos responsáveis pelos serviços secretos ou a algum dos oligarcas que apoiam o chefe de Estado". As medidas aplicadas serão semelhantes às adotadas pela União Europeia (UE) e incluem proibições de vistos e restrições económicas.

Os nomes das pessoas envolvidas serão revelados ainda esta terça-feira, mas as autoridades norte-americanas já indicaram que há 14 empresas afetadas, por estarem envolvidas na produção de agentes químicos e biológicos.

Esta é a primeira medida do governo do novo Presidente dos EUA, Joe Biden, para "responder a uma série de ações desestabilizadoras" por parte do Kremlin. 

A decisão surge no mesmo dia em que a UE formalizou a introdução de sanções a quatro responsáveis russos – o diretor do Comité de Investigação da Federação Russa, Alexander Bastrykin, o procurador-geral, Igor Krasnov, o chefe da Guarda Nacional, Viktor Zolotov, e o chefe do sistema penitenciário russo, Alexander Kalashnikov – pelo seu "papel na detenção arbitrária, perseguição e julgamento" do opositor e pela "repressão de manifestações pacíficas ligadas ao tratamento ilegal de Navalny".

"O Conselho decidiu hoje impor medidas restritivas a quatro indivíduos russos responsáveis por violações sérias dos direitos humanos, incluindo prisões e detenções arbitrárias, assim como repressão geral e sistemática da liberdade de associação e reunião pacífica, e da liberdade de opinião e de expressão na Rússia", lê-se num comunicado do Conselho da UE.

Os indivíduos estão agora proibidos de viajar para a UE e os seus bens no espaço europeu ficam congelados. É também proibido que pessoas ou entidades europeus lhes disponibilizem fundos, tanto "direta como indiretamente".

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