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Governo diz que atrasos da AstraZeneca obrigam a "ajustes" no plano de vacinação mas "objetivo não está comprometido"

Governo diz que atrasos da AstraZeneca obrigam a "ajustes" no plano de vacinação mas "objetivo não está comprometido"

João Porfírio Jornal i 24/02/2021 11:04

AstraZeneca anunciou recentemente que poderá fabricar na União Europeia apenas metade das doses que deve fornecer à UE no segundo semestre, mas insiste que irá entregar todas as doses prometidas. 

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, disse, esta quarta-feira, que os atrasos na entrega de vacinas pela farmacêutica AstraZeneca irão obrigar a “ajustes” no plano de vacinação contra a covid-19, mas garantiu que o “objetivo não está comprometido”.

“O objetivo não está comprometido mas o timing é ajustado”, disse o ministro, numa conferência de imprensa conjunta com Marta Temido, para falar sobre a entrega de 5% das vacinas recebidas por Portugal aos Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP) e para Timor Leste.

"A recalendarização no plano interno obriga à recalendarização na cooperação. A nossa estimativa é iniciar o processo de distribuição de 5% das vacinas que afetámos a fins de cooperação bilateral o mais cedo possível ao longo do próximo semestre", indicou.

Santos Silva recordou ainda que o número de doses compradas pela União Europeia excede o número de residentes na Europa, não só porque várias vacinas são de duas doses, mas porque se “trabalha com uma margem de segurança”. Segundo o ministro, no caso da AstraZeneca, há um compromisso da farmacêutica em acelerar a produção para compensar os atrasos.

O governante destacou ainda que não é por "haver dificuldades temporárias ultrapassáveis de distribuição de vacinas segundo o timing contratualizado" que Portugal deixará de cooperar no plano internacional. "Dizemos que essa é uma dificuldade adicional e transitória que gerimos, quer no quadro de aplicação interna, quer no quadro da sua disponibilização internacional", destacou.

Recorde-se que a AstraZeneca anunciou recentemente que poderá fabricar na União Europeia apenas metade das doses que deve fornecer à UE no segundo semestre. Contudo, garante que irá produzir o restante fora da Europa, insistindo que o objetivo se mantém.

 

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