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Open da Austrália. Djoko é rei, e Osaka rainha, outra vez

Open da Austrália. Djoko é rei, e Osaka rainha, outra vez

AFP José Miguel Pires 22/02/2021 08:17

O primeiro Grand Slam do ano acabou com Novak Djokovic a vencer o seu18.º título, ficando mais perto dos 20 de Nadal e Federer. Naomi Osaka bateu Jennifer Brady e conquistou o quarto Grand Slam da sua carreira.

Está concluído o primeiro torneio Grand Slam do ano. O Open da Austrália 2021, que inaugurou a 8 de fevereiro, foi marcado por surpresas, momentos inesperados e muitas alterações devido à pandemia da covid-19.

O grande vencedor masculino foi Novak Djokovic. O tenista sérvio, de 33 anos, assegurou mais uma semana na liderança do ranking da ATP, totalizando 311 semanas seguidas, o que só em si já define um novo recorde, batendo o histórico do suíço Roger Federer, que conseguiu 310 semanas neste patamar. Este é o 18.º título para Djokovic, que se aproxima assim do recorde de Rafael Nadal e de Roger Federer, que têm, cada um, 20 troféus dos majors. O sérvio esteve presente em nove finais do Open da Austrália, e venceu-as todas. Um feito semelhante aos 13 títulos de Ronald Garros de Rafael Nadal.

Djoko, que se envolveu inicialmente em polémica por criticar as regras de confinamento a que os atletas foram sujeitos na chegada à Austrália, trilhou caminho pelo torneio vencendo vários nomes marcantes da modalidade. Nos quartos-de-final, por exemplo, o alemão Alexander Zverev caiu perante o sérvio, que começou por perder o primeiro set, mas acabou por conquistar a vitória por 6-7, 6-2, 6-4, 7-6.

Uma das surpresas deste torneio foi a forte presença de atletas russos nas fases finais, com Aslan Karatsev, Daniil Medvedev, e Andrey Rublev a formar também um novo “recorde”. Nunca antes tinha um tríptico russo chegado aos quartos-de-final do Open da Austrália. Djokovic, no entanto, impediu dois desses três atletas de chegar ao título, sendo eles Karatsev, nas meias-finais, e Daniil Medvedev, na final do torneio, por 7-5, 6-2 e 6-2.

Medvedev, quarto classificado no ranking da ATP – que vai subir um degrau nesta classificação – foi o responsável por deixar de fora do torneio o compatriota Andrey Rublev (7-5, 6-3, 6-2). Nas meias-finais, Medvedev atingiu a sua 20.ª vitória seguida frente a Stefanos Tsitsipas, o grego que ocupa o sexto lugar no ranking da ATP, e que vinha de vencer Rafael Nadal. Aos 22 anos, Tsitsipas acabou por bater a lenda espanhola da modalidade, numa renhida partida que demorou mais de três horas e viu o grego dar uma reviravolta no marcador.

OSAKA VENCE QUARTO TÍTULO Naomi Osaka, a jovem tenista japonesa que ainda não perdeu uma final num Grand Slam e que ocupa o terceiro lugar no ranking da WTA, bateu Jennifer Brady e venceu o seu segundo título do Open da Austrália, somando agora quatro troféus nos majors.

Osaka enfrentou os principais nomes do ténis feminino, e não mostrou inferioridade. O primeiro grande duelo deu-se com a espanhola Garbiñe Muguruza, na quarta ronda, acabando a japonesa por recuperar após perder o primeiro set e seguir para os quartos-de-final, onde bateu a taiwanesa Hsieh Su-wei, e, nas meias-finais, a norte-americana Serena Williams, veterana do desporto com 23 títulos de Grand Slam. Williams, que procurava o seu oitavo título do Open da Austrália, ficou-se pelas meias-finais, após ser derrotada pelos parciais 6-3 e 6-4. Na final, Naomi Osaka enfrentou Jennifer Brady, a norte-americana que batera Karolina Muchavá nas meias-finais, acabando a tenista nipónica por fechar o torneio com uma vitória por 6-4 e 6-3.

Presença portuguesa durou pouco O Open da Austrália começou com Pedro Sousa – que ganhou um lugar no torneio após a desistência de Roger Federer – e Frederico Silva a representar Portugal. Já João Domingues ficou pelo ‘qualifying’, após ter sido derrotado pelo checo Tomas Machac, e João Sousa, que não falhava um Grand Slam desde 2011, acabou por ficar de fora por infeção com covid-19.

Tanto Pedro Sousa como Frederico Silva perderam logo na primeira ronda do torneio, respetivamente, com Stanisias Wawrinka e Nicholas Kyrgios, o polémico tenista australiano que, a cada partida que joga, procura alguma maneira de surgir nas manchetes dos jornais no dia seguinte.

TORNEIO ATRIBULADO O confinamento inicial dos atletas e equipas, fruto de um surto nos voos fretados pela organização para chegar a Melbourne, foi logo a primeira espinha na garganta do Open da Austrália. Foram 14 dias passados em quartos de hotel, sem a possibilidade de sair para treinar. A regra, no entanto, não se aplicou a todos, já que os atletas que não estiveram em contacto com os passageiros dos voos em questão, apesar de terem tido também de fazer quarentena, puderam sair durante algumas horas por dia para treinar, ou, no caso, por exemplo, de Novak Djokovic, puderam realizar a quarentena em casas privadas com courts.

À medida que estas quarentenas obrigatórias iam acabando, um único caso num hotel levou mais de 500 participantes do evento a ter de regressar aos seus quartos, e até um dos árbitros acabou por sofrer um enfarte durante este período. Foi ainda, temporariamente, proibida a presença de público nos estádios, devido ao aumento de casos no estado de Victoria. Recorde-se ainda que este foi o primeiro major a ser jogado inteiramente sem juízes de linha, de forma a diminuir o número de pessoas em campo. Em alternativa, a organização recorreu inteiramente à tecnologia Hawk-eye Live, que permite, através de um sistema eletrónico, resolver situações de dúvida.

 

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