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José Paulo do Carmo 19/02/2021
José Paulo do Carmo

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Clubhouse, a nova rede social que todos querem

A ideia é criar uma interação mais dinâmica e real que não seja determinada por seguidores ou por likes, mas sim por opiniões fundamentadas, perguntas interessantes e num formato mais autêntico, usando a sua própria voz. Se terá sucesso ou não? Veremos.

Foi criada em março de 2020 e, num ápice, vale já mais de mil milhões de dólares. Este é o reflexo do poder do digital na economia, que apareceu no momento certo para crescer de uma forma astronómica. Mas o que é a Clubhouse de quem todos falam? Uma aplicação de conversas áudio, onde não há espaço para mensagens escritas.

Uma oportunidade para poder participar em palestras, simples conversas, em espaços privados ou públicos, com debates sobre os mais variados assuntos. De um simples ato de socialização à possibilidade de criar uma vasta rede de networking onde não será despiciendo ser convidado para dar as suas próprias opiniões entre famosos como Elon Musk, Wiz Khalifa, Oprah ou Drake.

Como em qualquer outro clube (privado), só se entra por convite – uma ação de marketing que tem produzido os seus efeitos: entradas vendidas no mercado negro e jovens desesperados por encontrar alguém que lhes arranje o tão desejado convite. Por aqui não há tempo perdido a descrever o que fez no verão ou fotografias do que comeu ao almoço. Não há vidas enganadoras nem montagens. O intuito é melhorar o conceito de podcast tornando-o mais maleável: um encontro entre profissionais de diversas indústrias, celebridades e simples curiosos que pretendem dar o seu contributo ou simplesmente ouvir mais sobre determinadas matérias do seu interesse.

Uma vez lá dentro há diversos espaços onde pessoas falam umas com as outras. Pode ser convidado como orador ou juntar-se para ouvir o que alguém que lhe interesse tem para dizer. Da mesma forma que no Zoom existe um moderador que gere a atividade dos seus membros, a ideia é gerar conversas construtivas, diálogos sobre as mais variadas matérias. Não se admire se esbarrar numa pessoa que admira e lhe for dada a oportunidade de dialogar com ela. Basta “levantar a mão” e o moderador perceber que terá algo de interessante para dizer. É um excelente local para aumentar a base de dados e perceber em tempo real as novidades com base nos seus interesses e nas “salas” que estão disponíveis no momento.

Quando entra, é convidado a criar um nome de utilizador e fazer o upload de uma fotografia, e os utilizadores são encorajados a utilizar o seu nome e imagem reais para que não se produzam perfis falsos como noutras redes.
Se existia quem já tivesse o hábito de mandar mensagens de voz para os seus amigos, na Clubhouse só terá mesmo essa funcionalidade. É uma app minimalista em que nenhum evento é gravado: quando termina, também os seus registos e as intervenções dos utilizadores são apagados.

A ideia é criar uma interação mais dinâmica e real que não seja determinada por seguidores ou por likes, mas sim por opiniões fundamentadas, perguntas interessantes e num formato mais autêntico, usando a sua própria voz. Se terá sucesso ou não? Veremos. Para já, pelo menos a julgar pela procura e pelo valor de mercado, parece ter vindo para ficar. Se não há nada melhor do que o fazer ao vivo nos sítios próprios, esta aplicação, pelo menos, permite-lhe aceder a todo o tipo de informação, dita pela voz de quem a produz, enquanto estamos confinados em casa.


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