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Manifestantes na Grécia contra regresso da polícia às universidades

Manifestantes na Grécia contra regresso da polícia às universidades

Jornal i 10/02/2021 17:10

A nova legislação também contempla a limitação do acesso à universidade através de provas de admissão mais estritas, outro motivo de indignação entre os estudantes, pais e professores e uma medida também hoje contestada nas ruas do país.

Milhares de estudantes e professores protestaram hoje em diversas cidades da Grécia contra um controverso projeto-lei que pretende instaurar um corpo especial de polícia nas universidades, e que originou confrontos frente ao parlamento em Atenas.

 

A nova legislação também contempla a limitação do acesso à universidade através de provas de admissão mais estritas, outro motivo de indignação entre os estudantes, pais e professores e uma medida também hoje contestada nas ruas do país.

Na capital grega, perto de 5.000 pessoas, segundo a polícia, ignoraram a proibição de ajuntamentos de mais de 100 pessoas, decretada pelo Governo conservador para contar a pandemia de covid-19 e concentraram-se frente ao parlamento, que se prepara para debater a nova legislação.

A polícia usou gás lacrimogéneo e granadas ensurdecedoras para dispersar a multidão e pelo menos 20 pessoas foram detidas, indicou a agência noticiosa AFP.

No desfile, os estudantes denunciaram em longas faixas o "autoritarismo" do Governo e a "falta de concertação" com a comunidade universitária antes da adoção desta medida.

"Queremos milhões para as universidades e a investigação, e não para criar um corpo de polícias nas faculdades", indignou-se um sindicalista de megafone em punho.

Em Salónica (norte), a segunda cidade do país, cerca de 1.000 estudantes, ainda segundo a polícia, saíram às ruas, e também ocorreram pequenas escaramuças com as forças de intervenção.

O projeto-lei, elaborado pelos ministérios da Proteção dos Cidadãos e da Educação, e que deve ser votado na noite de quinta-feira no parlamento, prevê um corpo especial de cerca de 1.000 polícias para "garantir a segurança" nos estabelecimentos de ensino superior, e que segundo o Governo são palco frequente de violências.

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