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Receita. Comida de conforto

Receita. Comida de conforto

Chef Sílvia Ferreira-Campos 10/02/2021 15:34

Ora, ora, nada poderá saber melhor do que um prato reconfortante num dia frio, para aquecer o corpo e a alma.

Um estudo recente publicado na revista Psychological Science relata que comermos alimentos reconfortantes contribui para melhorar o nosso humor. Os dados desta pesquisa mostraram que consumir alimentos associados a bons pensamentos e sentimentos calorosos não só melhora a sensação de bem-estar como também diminui a solidão.

A solidão é, sem dúvida, um dos temas de que mais se fala e é muito, muito triste.

É inegável que o que comemos comunica com o nosso corpo, o que pode afetar a cognição e influenciar o humor e os estados do corpo físico.

Um dos médicos que são para mim uma inspiração nesta área, o dr. Fernando Gomez-Pinilla, que é professor de Neuropsicologia na Universidade do Sul da Califórnia, diz: “A comida é como um composto farmacêutico que afeta o cérebro. Quanto mais equilibrada for a refeição, mais equilibrado será o funcionamento do cérebro”.

Tenho escrito e falado imenso acerca de alimentos e dos nossos estados de humor, e portanto, por muito que seja a favor de beber um green smoothie por dia, a verdade é que, possivelmente, isso não o vai fazer feliz, e ao fim do dia o que conta é sermos felizes.

Sendo de natureza hedonista, claro que procuro prazer em tudo, mas tenho alguma consciência – não muita, e ainda bem.

Este molho vermelho é absolutamente delicioso. Dá algum trabalho, por isso sugiro que faça uma porção grande. Assim pode congelar e usá-lo noutros pratos.

De inspiração italiana, ali entre o puttanesca e o arrabiata, além de delicioso é perfeito para reconfortar mind, body and soul...

Receita de Molho Vermelho

1 kg de tomate maduro (pode optar por uma parte em lata)
2 pimentos vermelhos grandes
1 ou 2 malaguetas vermelhas
1 cebola grande picadinha
3 dentes de alho
4 colheres de sopa de pasta de tomate
Tomate seco a gosto
1 colher de sopa de anchovas (omitir para opção vegan)
4 a 5 colheres de sopa de azeitonas pretas descaroçadas
1 colher de sopa de paprica fumada
1 colher de sopa de paprica fumada picante
Pimenta-de-caiena q.b.
Flor de sal q.b.
Pimenta-preta de moinho q.b.
1 colher de sopa de orégãos da horta
Folhas de manjericão frescas

Método

Coloque os pimentos inteiros, as malaguetas descaroçadas e o tomate cortado ao meio a assar em chama viva no fogão (usei uma grelha de peixe, mas pode usar uma chapa).

Num tacho coloque o azeite, alho e cebola picadinha, e deixe refogar lentamente até a cebola ficar translúcida.

Acrescente os últimos sete ingredientes e deixe cozinhar em lume brando.

Entretanto retire o tomate e as malaguetas e deixe os pimentos, porque demoram mais tempo e devem assar até ficarem moles e escuros (não se preocupe que depois se retira toda a parte queimada). Acrescente o tomate à panela, deixe cozinhar em lume brando e vá mexendo.

Quando os pimentos estiverem assados coloque-os numa tigela e cubra imediatamente com película aderente. Se preferir pode pô-los dentro de um saco de plástico bem fechado. Deixe-os ficar neste “efeito de estufa” durante 10 minutos.

Após esse tempo pode remover a pele sem dificuldade.

Depois de limpos da pele e das grainhas, coloque-os no processador com uma parte do molho de tomate e use o pulse para triturar até atingir a consistência de molho de que gosta (macio ou chunky, conforme preferir; eu gosto de chunky, mas a opção é sua). No final adicione os orégãos secos da horta e o manjericão fresco.

Eu servi com zoodles para mim. Os miúdos preferiram com penne, mas o molho é delicioso para um dip para umas bruschettas.

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