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"A diretora-geral da Saúde não precisa de aparecer, precisa de trabalhar", diz Graça Freitas

"A diretora-geral da Saúde não precisa de aparecer, precisa de trabalhar", diz Graça Freitas

André Kosters/Pool/Lusa Jornal i 04/02/2021 14:03

Graça Freitas desvalorizou o facto de não aparecer em público há quase um mês, naquela que é a pior fase da pandemia no país.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, desvalorizou, esta quinta-feira, o facto de não aparecer em público há quase um mês, destacando que a sua função é “trabalhar”.

"A diretora-geral da Saúde não precisa de aparecer; a diretora-geral da Saúde precisa de trabalhar. E esta foi uma fase, em que, do ponto de vista comunicacional, se tomaram outras opções. E eu continuo a trabalhar exatamente como sempre trabalhei", disse Graça Freitas aos jornalistas, na cerimónia que assinalou o arranque do rastreio ao cancro da mama, numa Unidade Móvel da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), junto ao Centro de Saúde de Alcochete.

Questionada sobre a demissão do coordenador da 'task force' da campanha de vacinação contra a covid-19, Francisco Ramos, Graça Freitas recusou fazer comentários sobre a saída.

"Foi uma decisão tomada pelo Dr. Francisco Ramos, num contexto que todos conhecemos. Não me compete comentar a sua saída da 'task force'. Compete-me apenas aqui deixar uma palavra de homenagem a toda a carreira do Dr. Francisco Ramos", disse a responsável da DGS, desejando depois felicidades ao novo coordenador do plano de vacinação, o almirante Henrique Gouveia e Melo.

"Queria deixar aqui uma mensagem: [a vacinação] é uma esperança, é uma coisa positiva, de um modo geral está a correr bem. Não nos vamos apegar às coisas que correm menos bem para denegrir aquilo que está a acontecer e a correr bem", destacou.

"E quero aqui deixar bem claro uma coisa. De acordo com o número de vacinas que nós estamos a receber - nós só podemos vacinar com as vacinas que temos - estamos num ritmo muito bom. E quero também dizer aqui a todos os portugueses que, agora que estamos a entrar numa nova fase - a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) já teve unidades a vacinar esta semana e para a semana isto será generalizado -, que todos vão ser vacinados. Não podemos é ser vacinados todos no mesmo dia porque é impossível", realçou.

A diretora-geral da Saúde lembrou que se está a iniciar a "vacinação dos mais velhos e de pessoas mais doentes" e garantiu que todos os portugueses vão ser convocados para serem vacinados.

"Não serão todos chamados na primeira semana, nem na segunda, mas há mecanismos. Os utentes vão receber um SMS, que vem com o indicativo de 2424. Quando virem 2424 no SMS sabem que é uma convocatória para a vacinação", disse.

Questionada sobre as pessoas que podem não ver as SMS, Graça Freitas afirmou que há mecanismos alternativos para localizar as pessoas, como por telefone, por carta ou através das autarquias e das forças de segurança.

"Portugal vacina há décadas. Milhões de pessoas são vacinadas todos os anos. Nós acabamos de fazer uma campanha da gripe que vacinou, em pouco mais de um mês e meio, dois milhões de pessoas. E mantemos o Programa Nacional de Vacinação a funcionar. Portanto, temos que confiar nas instituições, temos que confiar no planeamento, temos que confiar no que temos de positivo", defendeu.

"Lapsos, erros, falhas incumprimentos, existem. Existem, mas vamos ver em que proporção e vamos ver como é que os conseguimos detetar e prevenir. Agora temos que olhar para o positivo. O positivo é que muito mais de 300 mil pessoas, mais propriamente de 360 mil pessoas, foram já vacinadas. E não foram vacinadas mais porque não chegaram mais vacinas e, como sabem, nós tivemos que aguardar vacinas para a segunda dose", concluiu.

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