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União Europeia investe 416 milhões para comprar vacinas da Novavax e da Valneva

União Europeia investe 416 milhões para comprar vacinas da Novavax e da Valneva

AFP Jornal i 01/02/2021 23:19

Com este investimento nos fundos europeus direcionados para a vacinação, a União Europeia pode elevar o número de vacinas disponíveis para oito. 

A diretora-geral da Saúde da Comissão Europeia, Sandra Gallina, anunciou que vão ser adicionados 750 milhões de euros provenientes dos Estados-membros aos fundos comunitários dedicados à vacinação, que dispõem no total 2.700 milhões de euros.

Dos 750 milhões já foram utilizados 333 milhões de euros nos últimos anos, ficando assim disponível 416 milhões de euros para investir na compra de “outras duas vacinas”, que serão da Valneva e da Novavax.

Após uma semana onde a União Europeia discutiu os atrasos das vacinas desenvolvidas pela farmacêutica AstraZeneca na distribuição pelos países europeus no primeiro trimestre de 2021, Sandra Gallina defendeu o sistema que está a ser utilizado pela Comissão Europeia para reservar fármacos de vários laboratórios, antes de se verificarem quais são as vacinas com maior eficácia contra a covid-19.

A diretora-geral da Saúde disse também que foram adquiridas “todas as doses disponíveis” no momento da realização dos contratos e que até à data todas as farmacêuticas estão a cumprir com a calendarização, exceto a AstraZeneca. Segundo Gallina, estes contratos são “muitos bons” seja pelos termos de rentabilidade ou pelo nível de atribuição de responsabilidades.

Sandra Gallina ainda negou que Bruxelas tivesse pagado um preço pouco em conta pelas doses das vacinas em comparação com outros países.

"Os preços que pagamos são totalmente justificados, não acredito que deveríamos pagar mais. As empresas deveriam cumprir com os seus compromissos", assinalou, referindo-se ao diferendo com a AstraZeneca, ao defender que os fundos europeus foram "bem usados".

Para a diretora-geral da Saúde, esta questão não se trata de dinheiro a mais visado nos contratos, mas sim de uma maior capacidade de produção, imposta às farmacêuticas.

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