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Johnson sob crítica com o Reino Unido a bater as 100 mil mortes

Johnson sob crítica com o Reino Unido a bater as 100 mil mortes

AFP Redação 26/01/2021 21:29

O país, onde foi detetada a nova variante da covid-19, vive uma maré de luto após o pico de contágios.

O Reino Unido ultrapassou as 100 mil mortes por covid-19, esta terça-feira, durante um pico associado ao levantamento de restrições nas semanas antes do Natal, piorado pelo rápido alastrar da nova variante do vírus em território britânico. Especialistas avisam para uma onda de luto sem precedentes no país, numa altura em que até a campanha de vacinação, a luz ao fundo do túnel da pandemia, está em risco - a União Europeia, furiosa com os atrasos na entrega da vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxford, ameaçou bloquear exportações para países fora do bloco, incluindo o Reino Unido. 

As 100 mil mortes são uma “estatística sombria”, nas palavras de Boris Johnson. O primeiro-ministro britânico lamentou “cada vida perdida”, em conferência de imprensa, mas não deixou de insistir que o seu Governo “fez tudo o que podia”.

De facto, neste momento o país está sob um estrito confinamento, apenas com lojas essenciais abertas, com todas as escolas em ensino à distância e os encontros sociais estritamente proibidos. A diferença já se nota a nível de contágios, passando dos 68 mil casos diários a 8 de janeiro, logo após o confinamento entrar em vigor, para os 22 mil esta segunda-feira - muitos questionam-se se as medidas não deveriam ter chegado mais cedo.

Pelo meio, os hospitais britânicos foram deixados à beira do colapso, com um fluxo impossível de pacientes, levando a que muitos não recebessem os cuidados que mereciam. O Governo de Johnson insiste em culpar a nova variante da covid-19 pela tragédia, mas nem todos alinham nessa história. 

“Vamos ser claros”, pediu a presidente da Academia de Ciências Médicas britânicas, Anne Johnson, à CNN. “A nova variante é importante e mais transmissível, mas não é a única causa da terceira vaga”, considerou a médica. “Inevitavelmente, se sairmos de confinamento a 2 de dezembro, como nós fizemos com as pessoas loucas por ir às lojas e passear, três semanas antes do Natal, claramente vamos ver mais transmissão”, resumiu

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