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Lucros da Navigator caíram 35% em 2020 para 109 milhões

Lucros da Navigator caíram 35% em 2020 para 109 milhões

Jornal i 25/01/2021 20:29

O grupo indicou ainda que "a quebra dos preços de venda foi mitigada pelo forte esforço de contenção de custos: os custos fixos reduziram-se em 47 milhões de euros".

A Navigator registou, no ano passado, lucros de 109 milhões de euros, uma redução de 35% face aos resultados de 2019, adiantou a produtora de pasta e papel em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O grupo informou que "a atividade de papel foi afetada pela pandemia e pelas medidas de confinamento: o volume de vendas de UWF [tipo de papel] totalizou 1.276 mil toneladas, caindo 12% em relação a 2019; no entanto, as vendas de pasta e de 'tissue' compensaram parcialmente a queda do negócio de papel: o volume de pasta cresceu 25% para 394 mil toneladas (registando o valor mais elevado desde 2009) e as vendas de 'tissue' 10% para 106 mil toneladas, o que representa também o volume mais elevado desde a entrada no negócio", indicou a empresa.

O volume de negócios da Navigator caiu 18%, no mesmo período, para 1.385 milhões de euros, num ano "marcado pela expressiva queda dos preços de venda comparativamente a 2019: o índice de pasta BHKP (em euros) caiu 22% e o índice do papel A4 perdeu 7% (variação de preços médios); a variação entre o início e final de ano foi de 8,3%", lê-se no comunicado.

O EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Navigator em 2020 atingiu os 286 milhões de euros, uma redução de 23% face a 2019.

O grupo indicou ainda que "a quebra dos preços de venda foi mitigada pelo forte esforço de contenção de custos: os custos fixos reduziram-se em 47 milhões de euros", ou seja, 15% e os de produção em perto de 60 milhões de euros, uma percentagem semelhante de diminuição.

A empresa destacou ainda que o endividamento líquido se reduziu em 35 milhões de euros para 680 milhões de euros, garantindo que "ao longo de 2020 a Navigator esteve muito ativa na sua atividade de financiamento, assegurando uma elevada liquidez imediata, refinanciando a dívida de curto prazo e reestruturando o endividamento e estendendo maturidades".

E realçou ainda a "conclusão e arranque da nova caldeira de biomassa da Figueira da Foz, um investimento que representa o mais relevante passo do roteiro de descarbonização, já que que irá permitir a redução das emissões de CO2 do Grupo em mais de 30% em 2021, atingindo assim já este ano 1/3 da redução anunciada para a neutralidade carbónica em 2035".

Quanto ao quarto trimestre do ano passado, o grupo deu conta de que atingiu resultados líquidos de 34 milhões de euros, "+9% em relação ao trimestre anterior e +64% em relação ao quarto trimestre de 2019".

O volume de negócios no último trimestre do ano passado, por sua vez, totalizou 341 milhões de euros, menos 2% face ao terceiro trimestre de 2020 e menos 17% em relação ao período homólogo.

O EBITDA atingiu 75 milhões de euros, uma subida de 4% face a igual período de 2019.

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