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PSD quer ouvir ouvir ERC e AdC sobre a compra da Lusa

PSD quer ouvir ouvir ERC e AdC sobre a compra da Lusa

Jornal i 18/01/2021 15:52

Na sexta-feira, o grupo parlamentar do PS já tinha afirmado que tinha requerido a audição das duas entidades reguladoras.

O PSD quer ouvir o regulador dos media ERC e a Autoridade da Concorrência (AdC) sobre a compra de 22,35% da Lusa pelo empresário Marco Galinha, do grupo Bel, e não coloca de parte “ouvir os próprios empresários”.

Na terça-feira, será apreciado e votado na comissão parlamentar de Cultura e Comunicação o requerimento do PSD para audição da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) e da AdC sobre a venda à Páginas Civilizadas, empresa do grupo Bel, de uma participação da Lusa detida pelo grupo Impresa.

Também no mesmo dia será apreciado e votado o requerimento do PS no mesmo sentido, uma operação que "suscita preocupações", disse na sexta-feira à Lusa a deputada socialista Rosário Gambôa.

Em comunicado, na sexta-feira, o grupo parlamentar do PS salientou que tinha requerido a audição das duas entidades reguladoras, sublinhando no requerimento que "a realizar-se esta transação, o grupo Bel ficará detentor de 45,71% de ações da Lusa, uma vez que já é detentor de 22,35% do seu capital social através do Global Media Group, do qual tem o controlo exclusivo".

O grupo parlamentar do PS entende que "a eventual reconfiguração do capital social pode ter impacto na governação da agência de notícias nacional, onde o Estado português tem uma participação de 50,14%, sendo certo que à Lusa corresponde e deve continuar a corresponder uma importante missão pública - um jornalismo independente, pluralista, isento e rigoroso".

Em 04 de janeiro, a Impresa anunciou a celebração de um contrato-promessa com a Páginas Civilizadas (Grupo Bel), do empresário Marco Galinha, que é acionista da Global Media, para a venda da sua posição de 22,35% na agência de notícias Lusa por 1,250 milhões de euros.

No dia 07 de janeiro, em comunicado, o Conselho Regulador da ERC disse que "não se está, em princípio, perante uma operação de concentração passível de intervenção prévia" do regulador dos media.

"Isto sem prejuízo da pronúncia a emitir pela Autoridade da Concorrência, já solicitada pela Impresa", acrescentou na altura a ERC.

"Independentemente do atrás referido, a ERC não deixará de avaliar o impacto que essa aquisição possa ter na atividade da agência Lusa, designadamente ao nível do cumprimento das suas obrigações legais e do Contrato de Prestação de Serviços de Interesse Público celebrado com o Estado", acrescentou o regulador.

 

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