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Marcelo diz que mudar de Presidente a meio da pandemia seria uma "aventura"

Marcelo diz que mudar de Presidente a meio da pandemia seria uma "aventura"

Jornal i 16/01/2021 13:14

O recandidato, apoiado pelo PSD e pelo CDS, afirma-se como melhor candidado “por estar a gerir a pandemia, mal ou bem, e estarmos a meio dela”.

O candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa deixou um apelo aos portugueses para que votem nas eleições de 24 de janeiro.

Votar “em qualquer um dos candidatos" é “preferível à abstenção, a voto branco, a voto nulo", sublinhou Marcelo, numa entrevista à Rádio Renascença e ao jornal Público.

Por outro lado, o candidato, que conta com o apoio do PSD e do CDS, não hesitou em explicar por que se considera em melhor posição para voltar a ssumir o cargo como chefe de Estado.

"Estou convencido que tenho melhores condições para ser o próximo Presidente da República, pela experiência de mandato, por estar a gerir a pandemia, mal ou bem, e estarmos a meio dela. A substituição a meio é sempre um imponderável, uma aventura", justificou.

O atual Presidente, apontou ainda o “quadro de relações internacionais” e o “equilíbrio e moderação interna”, que diz ter conseguido manter e criar, como outras das suas principais mais-valias.

"Além do mais, se eu não fosse candidato, não sei se o leque de candidatos era exatamente o mesmo, provavelmente era diferente", defendeu, insistindo na preocupação de existir uma alternativa forte à direita. "A mim preocupa-me o facto de poder existir uma situação, sendo as eleições em 2023, em que não haja um caminho feito para essa alternativa, porque não há nada pior do que não haver alternativa, ser um sistema manco", sublinhou.

Para Marcelo, "a falta de uma oposição forte torna o Governo menos exigente, facilita, no mau sentido do termo, a gestão governativa. E, em última análise, pode chegar-se a uma situação que não é boa para ninguém, sobretudo para o país, que é uma debilidade ou fragilidade ou divisão à esquerda e uma ausência de alternativa à direita".

Sobre as dificuldades na viabilização do Orçamento do Estado para 2022, o Presidente frisou que é "um dever dos partidos à esquerda de levarem até ao fim a legislatura".

Em relação à situação epidemiológica da covid-19, assumiu a responsabilidade pelas consequências das decisões que têm sido tomadas, incluindo o aligeirar das restrições na época do Natal. "Eu sou responsável por isso, obviamente".

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