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Marcelo em vigilância passiva. Candidatos voltam à rua

Marcelo em vigilância passiva. Candidatos voltam à rua

Bruno Gonçalves Luís Claro 14/01/2021 10:19

Marcelo impedido de fazer campanha. Ana Gomes esteve em Santarém e criticou as touradas. João Ferreira agradeceu o apoio de Isabel Moreira.

A campanha voltou à rua, mas sem Marcelo Rebelo de Sousa. O Presidente da República e recandidato está impedido de “frequentar locais com aglomerações de pessoas” e não deverá realizar qualquer ação de rua durante a campanha.

“O Presidente da República após avaliação de risco, foi considerado como tendo tido exposição de baixo risco, podendo retomar a atividade, mas ficando em vigilância passiva durante 14 dias, o que significa, designadamente, não frequentar locais com aglomerações de pessoas”, refere uma nota publicada no site da Presidência da República. A avaliação das autoridades de Saúde teve em conta que o Presidente da República esteve “em contacto com um elemento da sua segurança pessoal, cujo resultado positivo do teste foi conhecido ao fim da tarde desta terça-feira”.

Ana Gomes voltou a fazer campanha e começou o dia em Santarém. Com uma grande “emoção” por estar na terra de Salgueiro Maia, a candidata visitou uma esquadra da PSP e defendeu que “a esquerda tem de ter uma posição sobre as questões de segurança e Defesa”, porque são “demasiado importantes para serem deixadas à direita”.

Ana Gomes, apoiada pelo PAN, reuniu com os autarcas da região e tentou convencê-los de que era preciso adaptar as touradas aos novos tempos, mas sem sucesso. “Perguntei se estavam a contemplar formas de manter as tradições do ponto de vista da coreografia, dos aspetos culturais, mas que fossem também compatíveis com os direitos dos animais”, disse.

A militante socialista admitiu que o confinamento geral vai limitar a campanha, mas garantiu que estará “onde há portugueses a trabalhar”. Manuel Alegre entra esta quinta-feira na campanha através de uma “conversa online”, revelou.

André Ventura também esteve em Santarém e não perdeu a oportunidade para atacar Ana Gomes. “Ana Gomes diz que também defende as polícias. A mesma candidata que disse que as polícias estavam infiltradas pela extrema-direita teve o desplante de visitar uma esquadra da PSP em Santarém. Vergonha!”, disse o candidato. O líder do Chega garantiu que os ataques só reforçam a sua candidatura.

 

Isabel Moreira na campanha

João Ferreira também começou cedo a fazer campanha. O candidato apoiado pelo PCP recebeu o apoio da deputada socialista Isabel Moreira com quem tomou um café na Praça das Flores, em Lisboa.

A deputada socialista explicou que apoia João Ferreira por ser alguém que “não faz uma única cedência ao populismo”. O eurodeputado comunista agradeceu o apoio com grande satisfação e vê nele mais “um sinal de que esta candidatura é um espaço de convergência”.

Marisa Matias esteve na região da Madeira e defendeu que é necessário garantir que “a descentralização ocorre, que é real e que os poderes, todos eles, podem responder aos problemas da crise pandémica”. A candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda disse ainda que o Presidente da República tem o papel de garantir que “nenhuma parte do país fica para trás”.

Tiago Mayan Gonçalves reuniu com o presidente da Câmara do Porto. Rui Moreira já defendeu o adiamento das eleições presidenciais devido à pandemia. Depois do encontro, o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal acusou o Governo de “lavar as mãos” na questão do voto antecipado. “A total falta de previsão e a total impreparação do Governo para perceber este tipo de problemas e para perceber o terreno é um fator de risco para as pessoas e é um fator de preocupação”, disse.

 

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