28/1/21
 
 
Afonso de Melo 13/01/2021
Afonso de Melo

afonso.melo@ionline.pt

A fada verde

Na Belle Époque da Paris que já não existe mais chamavam-lhe a Fada Verde. 

Houve um tempo na minha vida noturna, de morcego cego, em que o absinto me chamava com aquela cor verde de olhos que nos prendem para sempre numa cadeia de sentimentos desencontrados.

Havia um truque para que fosse categórico, quase divino: um copo pequeno cheio do líquido mágico, uma colher de café com açúcar equilibrada por cima, um ligeiro pingo de álcool sobre o açúcar. Acendia-se o fósforo, o açúcar derretia lentamente até quebrar a resistência da colher que mergulhava caramelizada no caldo misturado.

Na Belle Époque da Paris que já não existe mais chamavam-lhe a Fada Verde. 

Podia chegar aos 89,9% de teor alcoólico – inventada por um químico extraordinário chamado Ordinaire, dr. Pierre Ordinaire. Gente como Toulouse Lautrec, Charles Baudelaire, Paul Verlaine, Arthur Rimbaud ou Van Gogh não teriam sido metade do que foram sem o efeito do que para o dr. Ordinaire não passava de um remédio. 

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