28/1/21
 
 
José Cabrita Saraiva 13/01/2021
José Cabrita Saraiva
Opiniao

jose.c.saraiva@ionline.pt

Continuem a abrir exceções e depois admirem-se

O problema é que houve quem interpretasse a não proibição como um cheque em branco para os festejos. Ouvi falar de mesas de jantar com vinte pessoas e mais!

Por estes dias, não sei porquê, só me vem à cabeça um ditado popular que por acaso até nem oiço há muito tempo: “De fartas ceias estão as sepulturas cheias”.

Parece-me indesmentível que a vaga de mortes por covid-19 a que estamos a assistir tem uma relação direta com as festas de Natal, um triste desfecho para uma época que supostamente seria de paz e alegria.

O Governo podia ter proibido as reuniões familiares? Claro que podia, mas não queria fazer o papel de mau da fita – e isso compreende-se.

O problema é que houve quem interpretasse a não proibição como um cheque em branco para os festejos. Ouvi falar de mesas de jantar com vinte pessoas e mais! Julgo que qualquer pessoa com algum bom senso teria percebido que isso era altamente desaconselhável, mas pelos vistos houve quem interpretasse as coisas de outra maneira: “Se o Governo disse que o baixo número de casos permitia fazer o Natal em família é porque já não há perigo”.

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