28/1/21
 
 
Vítor Rainho 12/01/2021
Vítor Rainho

vitor.rainho@ionline.pt

Os números da DGS que induzem em erro

Não é preciso ser especialista para perceber que a informação que a DGS fornece semanalmente está desfasada da realidade, induzindo os incautos em falsas esperanças.

Em muitas modalidades desportivas existe um minuto de desconto para os treinadores afinarem a estratégia para o resto do jogo com os seus jogadores, e a Direção-Geral da Saúde devia pedir um dia para acertar agulhas, tantos são os disparates cometidos. Não é preciso ser especialista para perceber que a informação que a DGS fornece semanalmente está desfasada da realidade, induzindo os incautos em falsas esperanças. Por exemplo, no dia 4 de janeiro apresentou o habitual boletim informativo da covid, com os dados relativos até 27 de dezembro, em que Lisboa, Porto e Coimbra tinham saído dos concelhos de risco extremo. Só que, no dia seguinte, já se sabia que essa informação estava desatualizada, pois as contas feitas até 3 de janeiro eram muito mais negras. A capital e a Invicta já tinham outra vez mais de 480 casos por 100 mil habitantes.

O mesmo se passou ontem. No boletim epidemiológico da DGS diz-se que um em cada seis municípios estão na categoria de contágio extremamente elevado quando a realidade de ontem e de hoje é muito pior. Basta ver que foi depois de dia 5 que os números dispararam incrivelmente. Vejamos os novos casos. No dia 5 de janeiro registaram-se 4956 quando, poucos dias depois, se ultrapassou os 10 mil novos casos. Também os internamentos se cifravam no dia 5 em 3260; já ontem estavam nos 3983.

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