28/1/21
 
 
Afonso de Melo 08/01/2021
Afonso de Melo

afonso.melo@ionline.pt

Como se a tua vontade fosse a minha

Índia: a dimensão do teu nome. Para mim é um chamado contínuo, quase aflitivo. Ou aflitivo mesmo quando, como agora, não posso lá ir e os meses passam, e a saudade não vai embora e a tristeza também não.

O céu nasce sem cor sobre lisboa e eu tenho saudades da minha aldeia de Colva, onde os corvos gritam à sombra das palmeiras e espreitam o peixe que os pescadores de Karnataka põem a secar na beira dos caminhos. Depois sente-se o ruído tempestuoso de paus que batem em pedaços de zinco canelado e uma nuvem negra e assustada ruma ao mais alto possível da força das asas.

A nova peste fechou-me as portas da Índia, meu excesso, meu tudo-ao-mesmo-tempo, meu abraço, minha fábula, minha mãe, meu pai, minha primeira grande verdade, como escreveu um dia Salman Rushdie. Índia: a dimensão do teu nome. Para mim é um chamado contínuo, quase aflitivo. Ou aflitivo mesmo quando, como agora, não posso lá ir e os meses passam, e a saudade não vai embora e a tristeza também não.

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