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Nada cala a voz do sangue

Nada cala a voz do sangue

Afonso de Melo 07/01/2021 10:19

Agarro-me ao consolo de que, para compensar, os dias irão ficando maiores a pouco e pouco e os finais de tarde serão cor de laranja e rosas e vermelhos e púrpuras, trazendo consigo promessas risonhas.

Os anos teimam em passar depressa enquanto as horas passam devagar. Os Moody Blues cantavam: “Time hurries on/ Turn around and it’s gone...” Olhamos em redor e o tempo correu por cima de mais um ano, deixando 2020 para trás sem mágoa nem piedade.

Talvez, como se repete por aí e por ali, tenha sido um ano para esquecer. O céu parecia parado sobre o mundo, mas a Terra continuava na sua repetitiva e teimosa translação. Agora, o inverno chegou e, com ele, um frio duro que enregela as mãos e a alma.

Agarro-me ao consolo de que, para compensar, os dias irão ficando maiores a pouco e pouco e os finais de tarde serão cor de laranja e rosas e vermelhos e púrpuras, trazendo consigo promessas risonhas.

Agarro-me à luta de que nunca desistirei do direito de rever a minha filha Francisca, que me foi pura e simplesmente esbulhada por uma mãe sem escrúpulos, apenas preocupada com o seu estatuto social, titereira de marido e irmãos (e até da mãe), manipulando-os ao ponto de, por sua ordem, mentirem desavergonhadamente numa sala de tribunal, revelando a fraqueza de índole que suporta a estrutura da pandilha.

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