2/3/21
 
 
Rui Rio quer que Governo esclareça caso de José Guerra

Rui Rio quer que Governo esclareça caso de José Guerra

Jornal i 31/12/2020 14:33

Foi noticiado que currículo de José Guerra, nomeado procurador europeu nacional na Procuradoria da União Europeia, teria informações falsas 

 

Rui Rio quer que o Governo esclareça as últimas notícias acerca do procurador José Guerra que, segundo a SIC e o Expresso, terá apresentado um currículo com informações falsas redigidas pelo Executivo para concorrer a procurador europeu.

“Será que a ministra da Justiça fez mesmo isto? A ser verdade é gravíssimo. Tem de ser esclarecido”, apontou Rui Rio na madrugada desta quinta-feira, no Twitter.

Acontece que a 27 de julho o magistrado português José Guerra foi nomeado procurador europeu nacional na Procuradoria da União Europeia, órgão independente de combate à fraude, mas o comité de seleção, composto por doze personalidades escolhidas entre antigos membros do Tribunal de Justiça e do Tribunal de Contas, antigos membros do Eurojust, membros dos Supremos Tribunais nacionais, procuradores de alto nível e juristas de reconhecida competência apontou a magistrada do Ministério Público Ana Carla Almeida como a melhor candidata ao cargo.

Em setembro, antes da tomada de posse de José Guerra, que aconteceu a dia 28, o PSD apelidou esta nomeação de censurável” e “envolta em polémica, uma vez que o candidato melhor posicionado no concurso aberto para a seleção dos três candidatos designados por Portugal (…) para o cargo de procurador europeu acabou por não ser o candidato nomeado”, chegando mesmo a pedir explicações à ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, no Parlamento.

Agora, na carta a que a SIC e o Expresso tiveram acesso, José Guerra é identificado como a categoria de “procurador-geral-adjunto”, que não tem, pois é apenas procurador. O currículo redigido pelo Executivo fala até de uma participação “de liderança investigatória e acusatória” no processo UGT, quando na verdade o magistrado foi escolhido pelo Ministério Público para fazer o julgamento e não a acusação.

Ao Expresso, o Ministério da Justiça optou por não se pronunciar acerca do assunto, dada a “natureza reservada” do processo de seleção, sem confirmar ou desmentir o seu teor.

 

 

Ler Mais


Iniciar Sessão
Esqueceu-se da sua password?

×
×

Subscreva a Newsletter do i

×

Pesquise no i

×