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Catarina Martins pede "ano de exigência" para 2021

Catarina Martins pede "ano de exigência" para 2021

José Sérgio Jornal i 29/12/2020 10:16

Coordenadora do Bloco diz que é preciso “fazer o que nunca foi feito” no próximo ano.

É uma mensagem de Ano Novo, gravada em vídeo com a coordenadora do Bloco de Esquerda a falar enquanto caminha por um jardim. Catarina Martins lembrou ontem que 2020 foi um “ano de resistência” que apanhou todos de surpresa. Porém, exigiu: “Se 2021 pode ser um ano de esperança de vencer o vírus e a crise, é graças a esta força, a esta resistência. Mas para 2021 ser o ano do fim da crise e da recuperação tem de ser um ano de exigência”,

Para a líder bloquista, é preciso coragem para “fazer o que nunca foi feito” no próximo ano e definiu o que é necessário fazer, segundo o Bloco de Esquerda; “Resgatar os precários e reconstruir emprego e salários dignos, acesso à habitação, proteger o SNS e a escola, lutar com quem luta por direitos iguais e contra as alterações climáticas”,

Antes, Catarina Martins destacou que em 2020 os “trabalhadores essenciais da linha da frente asseguraram que não faltava nada ao país. Precários enfrentaram como puderam a chantagem do desemprego. Os profissionais de saúde protegeram o Serviço Nacional de Saúde que nos salva”.

Depois de recordar 2020, Catarina Martins despediu-se, assegurando que “é esta força solidária deste povo que pode recuperar o país” e que o Bloco de Esquerda lá estará “lado a lado”.

De realçar que este foi o ano em que pela primeira vez, em cinco orçamentos, o Bloco de Esquerda votou contra a proposta do Governo socialista, inaugurando uma nova fase nas relações entre o PS e os bloquistas, com muita tensão à mistura.

PCP não confina em 2021

Na véspera também o líder comunista, Jerónimo de Sousa, fez uma mensagem de Ano Novo. O secretário-geral do PCP garantiu que o seu partido não vai confinar em 2021: “Cá estamos a marcar presença, hoje como sempre. Sem nos podermos permitir a essa atitude de nos confinarmos e escondermos quando centenas de milhar de trabalhadores todos os dias fazem o país funcionar e criam a riqueza nacional, tantas vezes sujeitos ao arbítrio do capital, perdendo o seu emprego, com direitos e salários cortados, e horários desregulados que lhes infernizam a sua vida pessoal e familiar”, prometeu Jerónimo de Sousa. E depois, apontou as áreas de ação dos comunistas sem regatear esforços: a valorização dos trabalhadores, a defesa de milhares de pequenos empresários e claro, o reforço do Serviço Nacional de Saúde, “essa garantia maior do direito à saúde de todos os portugueses, defendendo-o do saque dos grupos privados que querem fazer da doença uma fonte de negócio”.Cristina Rita

 

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