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Autárquicas. PSD faz pontes com Santana, mas sem corrida autárquica

Autárquicas. PSD faz pontes com Santana, mas sem corrida autárquica

Miguel Silva Cristina Rita 21/12/2020 12:25

Antigo primeiro-ministro já garantiu que não tem vontade de ser candidato a nada. Mas jantar com Rio selou uma maior aproximação

“A única coisa que quero deixar claro é que eu não quero nada, não sou candidato a nada, não pedi nada”. A frase é de Pedro Santana Lopes, fundador do partido Aliança, citado pela TSF, após um jantar com o líder do PSD, Rui Rio, o secretário-geral do partido, José Silvano, e o dirigente Maló de Abreu (que terá feito a ponte para o encontro) na semana passada. A leitura do jantar foi óbvia para muitos. Seria um regresso numa campanha autárquica. Porém, tanto o visado como o líder do PSD, Rui Rio, disseram publicamente que não.

Santana Lopes foi mais longe: “Não tenho vontade rigorosamente nenhuma [de ser candidato], especialmente nos tempos que vivemos. Temos é que atravessar esta fase difícil que o mundo está a viver. Deus que me livre de estar agora a pensar em campanhas ou candidaturas ou seja o que for”, declarou à TSF. Mas o seu nome chegou a ser apontado para a câmara de Sintra ou para a Figueira da Foz. Problema? O fundador e ex-presidente da Aliança só poderia ser candidato, caso decidisse desfiliar-se do partido que criou, depois de sair do PSD. Desta forma poderia concorrer como independente em listas do PSD.

Ora, segundo apurou o i, o PSD já terá um nome de dimensão nacional para concorrer em Sinta (que pode incluir, ou não, o vereador do PSD Marco Almeida na equipa). E não será Santana Lopes.

A aproximação do PSD a Santana Lopes é, contudo, uma evidência, depois de dois anos de afastamento total entre Rui Rio e Santana Lopes.

Na Figueira da Foz, o nome de Santana Lopes poderia ser a solução nas eleições autárquicas de outubro de 2021. Mas, a avaliar pelas declarações públicas, a ideia também não está em cima da mesa.

Rui Rio, líder do PSD, já fez saber também que o dossiê das autárquicas só avança depois das presidenciais e remeteu, apenas, para dezembro algumas conversas com líderes distritais sobre o que pretende fazer. Nada mais.

No PSD, o nome de Gonçalo Reis, que está de saída da RTP, também foi falado nos bastidores para a Câmara de Lisboa, mas o próprio clarificou, ao Público, que está fora dessa corrida.

Rui Moreira condiciona Mais a norte, no Porto, a solução do PSD para as autárquicas está parada, apurou o i. O processo pode ser até mais longo do que em Lisboa, depois de conhecida a acusação contra Rui Moreira, presidente da câmara do Porto, no caso Selminho. Entre os sociais-democratas aguarda-se que Rui Moreira dê sinais sobre se pretende, ou não, recandidatar-se. Este dado pode ser crucial para as escolhas de Rui Rio no que toca à candidatura dos sociais-democratas à Invicta.

Regresso de Passos agita No fecho deste ano, a intervenção do ex-primeiro-ministro, Passos Coelho, a fazer críticas ao Governo sobre a atuação no SEF, na Educação e na TAP, numa sessão sobre os 150 anos do nascimento do empresário Alfredo da Silva, também animou algumas hostes dos sociais-democratas. Ainda assim, há quem veja esta aparição como esporádica, sem leituras para um regresso mais ativo à vida política.

 

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