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Alexei Navalny estaria morto caso Kremelin estivesse envolvido em envenenamento, afirma Putin

Alexei Navalny estaria morto caso Kremelin estivesse envolvido em envenenamento, afirma Putin

jornal i 17/12/2020 15:11

Alexei Navalny sentiu-se mal em agosto, durante um voo, quando regressava a Moscovo e o avião teve mesmo de fazer uma aterragem de emergência em Omsk, na Sibéria, onde Alexei foi hospitalizado. 

O presidente russo, Vladimir Putin, falou, esta quinta-feira, sobre as acusações acerca de o Governo russo ter envenenado o seu principal opositor e afirmou que caso isso tivesse acontecido Alexei Navalny estaria morto. "O paciente da clínica berlinense - Navalny - tem o apoio dos serviços especiais norte-americanos (...) E assim deve ser vigiado pelos serviços especiais. Mas isso não quer dizer que era preciso envenená-lo. Se o quiséssemos fazer o caso teria sido concluído", adiantou durante a sua conferência de imprensa anual.

Na visão do chefe de Estado russo, os Estados Unidos são responsáveis por estas acusações. Recentemente Putin não autorizou uma investigação de vários meios de comunicação social, como a CNN e o jornal alemão Der Spiegel, sobre o envenenamento. "Não é uma investigação, mas a legitimação de conteúdos (preparados) pelos serviços especiais norte-americanos", afirmou.

Recorde-se que Alexei Navalny sentiu-se mal em agosto, durante um voo, quando regressava a Moscovo e o avião teve mesmo de fazer uma aterragem de emergência em Omsk, na Sibéria, onde o político foi hospitalizado. Depois foi transportado para a Alemanha, onde os profissionais de saúde concluíram que este tinha sido exposto a um agente neurológico Novichok da era soviética.

Navalny já tinha sofrido vários ataques no passado. Em 2019, o político também foi hospitalizado por suspeitas de envenenamento. Na altura os médicos disseram que ele teve um grave ataque alérgico. Outro dos episódios remota a 2017, quando Navalny abandonava o escritório e foi pulverizado nos olhos com um desinfetante. 

Vários jornalistas já vieram a público afirmar que, com base em chamadas e acesso a viagens, agentes do Kremelin vigiavam Alexei desde 2017 e no dia em que o político foi enveneado alguns membros estavam na Sibéria. Mas até ao momento não foram apresentadas provas concretas do envolvimento. O Governo nunca abriu um inquérito criminal do caso, alegando não ter provas do envenenamento e acusando a Alemanha de não partilhar as suas informações com a justiça russa. 

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