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David Farrier. O silêncio e os fósseis: uma canção do futuro

David Farrier. O silêncio e os fósseis: uma canção do futuro

Diogo Vaz Pinto 14/12/2020 16:06

A Elsinore publicou uma reflexão crucial sobre a crise das alterações climáticas, um livro que entende como esta é também uma crise cultural e, por isso, uma crise da imaginação. Para ajudar-nos a lidar com o impensável, Farrier escreveu uma obra seminal que põe em perspectiva as graves e dolorosas transformações que nos aguardam, ultrapassando o terror, e lançando um olhar compreensivo sobre as ruínas e os fantasmas que seremos.

 

O tempo fala através dos corpos, e todos buscamos excepções na sua intriga, cláusulas ou lacunas que possam favorecer-nos na nossa persistente tentativa de negociar com ele. Habituámo-nos a ler tudo, rever os processos, procurar indícios, ver sinais no ambiente que nos envolve, como quem pesquisa uma falha no regime da mortalidade, uma que nos sirva, e talvez por isso seja paradoxal a forma como parecemos, nas últimas décadas, estar mais desesperados que nunca em esticar a nossa passagem pela Terra e, ao mesmo tempo, parecemos ter perdido alguma capacidade de discernimento, e mesmo esse olhar inquisitivo. Ou até aquele pasmo que nos leva a buscar figuras nas lentas dilatações das nuvens, personagens de narrativas movediças, envolvidas em metamorfoses calmantes. Mas se deixámos de interpretar os mais vagos sinais do tempo, talvez isso indique que o tempo se concentrou e desceu à nossa escala, para se fazer ouvir de forma muito clara. Numa altura em que fogos selvagens lavram muito para lá da sua estação, deixando manchas negras que se leem do espaço, zonas desertificadas, num momento em que as regiões costeiras de tantos países começam a ser reclamadas pelo mar, “a terra sob os nossos pés dá-nos a sensação de ser provisória, como se pisássemos tempo emprestado”, escreve David Farrier. O que é difícil, nos nossos dias, é não ler em toda a parte os caracteres aterradores de uma ameaça que nos cerca. 

Professor de Literatura na Universidade de Edimburgo e especialista em questões ambientais, Farrier tem cruzado as duas áreas, servindo-se dos mecanismos da ficção e da suspensão do tempo que só a literatura consegue para elaborar um regime capaz de dar saltos da microbiologia ao cosmos, entretecendo os seus achados e impressões numa teia sensível. No livro “Pegadas – Em Busca dos Fósseis Futuros” parece apear-se da pretensão de imortalidade que sempre inspirou os poetas procurando harmonizá-la com a perspectiva dos geólogos. Assume o desafio de uma duração temporal que esgota a nossa capacidade de narrar, frustra a mente histórica, lançando sobre o mundo um olhar elegíaco, vendo-o convertido nas suas ruínas. Segundo esta perspectiva, a história é de uma crueza que primeiro cala todos os nossos impulsos, gela-nos o sangue, antes de nos tornar sensíveis a uma outra escala tonal, a de um tempo profundo, em que as notas se inscrevem na pauta como fósseis.

A esta luz, a morte pode ter muito mais a contar do que a vida.
Farrier diz que foi em 2013 que orientou um curso debruçando-se sobre como escrever acerca da natureza e do lugar, e do qual, em parte, resulta este livro, como uma espécie de resumo das suas aulas, mas também das suas viagens e investigações, numa busca em que são a própria linguagem e a cultura que, enquanto reflexos do seu olhar e consciência, exibem as marcas deste confronto. Nasce assim um registo que nos sacode uma e outra vez do torpor através de descrições e nexos que vêm baralhar a nossa sensação do tempo, dilatando imensamente a nossa perspectiva. Assim, num momento em que o ritmo absurdamente veloz das alterações climáticas nos forçou a renegociar os termos da nossa relação com a natureza e com o nosso futuro político, este é um livro que provoca tonturas no regime narrativo a que estamos habituados, esse que nos tem servido como medida-padrão na forma como contemplamos o mundo.

Se ainda pensamos em horas e dias, a crise que hoje nos desafia tem consequências de tal modo drásticas que nos obriga a ver os efeitos das nossas acções desdobrarem-se ao longo dos séculos e até dos milénios, e Farrier passa ao lado do luto e aplica-se nessa engenharia narrativa, espicaçando a imaginação, a nossa curiosidade sobre os fenómenos naturais de modo a romper com a fixação individualista e os propósitos egoístas que sustentam o celerado regime de consumo em que assenta a nossa economia. Para superar esta tendência e o regime defensivo que faz com que estas visões da catástrofe nos atirem para um bocejo, recorre a evocações vívidas do que os nossos descendentes, a uma distância de milhares e até milhões de anos, irão descobrir sobre nós. 

Reconhecendo que, em breve, muitas das paisagens que fomos reclamando ao longo dos séculos estarão “desertas de pessoas, mas pejadas de presença humana”, Farrier diz-nos que o que veremos reflectido nelas “somos nós próprios, ou melhor, a sombra de nós mesmos: nós, famintos, que escavámos, cortámos, rebentámos, moldámos e atulhámos a terra até esta nos fitar de volta, como um rosto num espelho”. E face a esses hieróglifos que ficarão da nossa passagem pela terra, lembra que “só podemos especular acerca de quem poderá reparar neles daqui a muitos anos, se é que alguém o fará”, admitindo que “talvez não haja gente no mundo para interpretar os nossos vestígios; não obstante, estamos – por todo o lado, constantemente e com uma prodigalidade espantosa – a deixar um legado que perdurará por centenas de milhares ou, até, centenas de milhões de anos”. E conclui, deixando claro que ao fazermos este exercício, “estamos a conjurar-nos a nós próprios como fantasmas que assombrarão um futuro muito longínquo.”

Perante os desafios existenciais que hoje enfrentamos, vemos ganharem relevo atordoantes conceitos e uma multiplicidade de variáveis aterradoras, e cada vez mais a literatura bem como o jornalismo que se dedicam às questões ambientais têm-se debatido com o tom a adoptar, qual a estratégia discursiva que poderá mostrar-se mais eficaz, de forma a mobilizar os leitores em vez de os aterrorizar e afugentar. E não faltam tentativas, abordagens explorando diferentes ângulos, entre textos devastadores e desesperançados e outros em que se pressente uma certa volúpia ou deleite ao descrever em pormenor visões apocalípticas, até reflexão de carácter mais pessoal e intimista, que muitas vezes antecipam uma espécie de luto, e outras onde a nota dominante é aquela impessoalidade que obriga o leitor a preencher, com as suas experiências, certos vazios, medidos como pausas e intervalos numa ária de qualquer modo funesta. A este respeito, há um momento no livro em que Farrier lembra que “à medida que a biodiversidade entra em declínio, o próprio silêncio será um sinal e a ausência será outro género de rasto”, e adianta que, nas próximas décadas, há o risco de sermos acometidos de um sentimento de perda avassalador, não faltando documentos da exuberância de uma música que se calou, restando-nos “escutar os silêncios que ecoam em ecossistemas colapsados”.

Martin Amis notava há uns anos, na recensão a “The End of Nature”, de Bill McKibben, que o movimento ecológico anda há muito à procura do seu livro sagrado, e que este seria necessariamente uma Bíblia atafulhada de desgraças, uma série de más notícias que nos atingiriam numa sucessão delirante. Ora, se nos últimos anos não têm faltado excelentes candidatos, este “Pegadas” parece esquivar-se a essa ansiedade, pelo menos nos momentos em que mais se distingue de todos os outros livros que se debatem com a catástrofe ambiental, deixando de lado aquele tom ao mesmo tempo obsolescente e acusador que faz com que essa literatura firme as suas fileiras e marche ao ritmo de conjecturas algo desvairadas, ameaçando-nos com novas formas de despotismo. Por isso, passa ao lado do mais do que certo colapso social e das estruturas políticas, e da instrumentalização dos dados científicos como argumentos finais, com movimentos radicais a ganhar expressão na sequência de cada evento que, ecoando antes de humilhar as pragas bíblicas, nos devolverá àquele temor diante da natureza que, em tempos recuados, nos fez ver deuses muitíssimo temperamentais por toda a parte. Farrier lança as suas conjecturas nas traseiras de tudo isso, alheado desse regime que, muitas vezes, parece ziguezaguear tropegamente entre o tom profético e o da paranoia. Muitos dos escritores que têm explorado esta questão, por mais cautelosos que sejam nas suas evocações do futuro, não evitam um messianismo râncido que os faz soar como bêbados encharcados nas suas verdades e alucinações apocalípticas e para quem a viagem ao fim da noite acaba invariavelmente com eles a esvaziarem as entranhas nalguma esquina ou de cara enfiada na sanita.

E se, neste território, há tanto que permanece incerto, e se a imaginação é muitas vezes chamada a fazer as rondas, Farrier não hesita em fazer um levantamento entre as obras de poetas e romancistas, viajantes e exploradores, ficando claro que ele reconhece o desafio de traduzir todo o conhecimento que já temos em sensação. Porque uma coisa é ter uma informação, outra é dar-se conta da sua gravidade. E o que muitos escritores têm notado é que, hoje, a ciência parece ter-se tornado um argumento um tanto irrealista segundo as nossas convenções narrativas. As suas previsões, mesmo as mais prudentes, superam largamente muitas das mais pessimistas elaborações a que a ficção científica nos habituou.

O futuro desenha-se como um tremendo choque temporal, em que uma só geração irá deparar-se com uma repentina compressão da realidade. Ao longo das próximas décadas, a realidade irá impor-se como uma implacável tirania, levando à humilhação este ser prepotente que julgava ter conquistado o mundo natural. Basta pensar que, como lembra Bill McKibben em “The End of Nature”, no último século o planeta envelheceu 4,5 mil milhões de anos. Uma aceleração desta escala implica um golpe de tal ordem que obriga a uma redefinição súbita das quatro dimensões. “A fronteira com a qual estamos hoje confrontados deixou de ser espacial e tornou-se temporal”, diz-nos McKibben.

Num balanço entre o efémero, que se tornou a condição das principais manifestações da cultura que define a nossa época, e o tempo profundo, os longos capítulos de “Pegadas” funcionam como ensaios de uma relativa autonomia, organizando-se tematicamente, explorando diferentes regimes vestigiais, desde as estradas e as cidades, ao plástico, às calotas glaciares e aos recifes de corais, passando pelo lixo nuclear, a explosão populacional das medusas e as zonas mortas nos oceanos. E neste esforço, além de citar cientistas, Farrier visita instituições à volta do globo, desde o Instituto de Estudos Marinhos e Antárticos em Battery Point, na Austrália, à Waste Isolation Pilot Plant perto de Carlsbad, no Novo México (EUA), à Estação de Pesquisas do Mar Báltico da Universidade de Estocolmo, num relato que extravasa géneros, combinando literatura de viagens com o ensaio literário e a reportagem científica. Isto sem nunca perder o pé, dando expressão a esse salto perceptivo a que obriga o pensamento ecológico, capaz de rastrear as conexões que nos fazem ver a própria leitura da realidade como um organismo vivo.

Por vezes, Farrier sente até a necessidade de se dirigir directamente ao leitor, como acontece logo no prólogo: “Antes de embarcar nesta viagem comigo, desvie o olhar da página e imagine como as coisas à sua volta – o invólucro plástico do seu portátil e as suas entranhas de titânio ou a chávena de café que se encontra ao lado – poderão subsistir, nem que seja apenas como uma impressão em pedra, daqui a milhões de anos.”

Entre dados inquietantes, como esse que nos diz que em breve “a Grande Barreira de Coral perdurará como um enorme fóssil do futuro, com 2300 quilómetros de comprimento”, há outros que, mais do que inconvenientes e assombrosos, são sobretudo embaraçosos, como a noção de que “anualmente, 60 mil milhões de frangos são mortos para consumo humano e de que, no futuro, existirão ossos fossilizados de frango em todos os continentes como testemunho da intrusão dos apetites humanos no registo geológico”. E, neste âmbito, o plástico surge-nos como uma espécie de milagre miserável, aquele material que, dada a sua proliferação, acabará por incrustar-se tão profundamente que se confundirá com o nosso rasto ao longo de milhares de anos, antes que a sua existência material se decomponha em metáfora ou símbolo da nossa civilização. Porque se os plásticos, na sua maioria, estão feitos para existir apenas no momento de uso, como nota Farrier, e se “surgem quando precisamos deles e tornam a desaparecer quando não precisamos”, mais do que “a cola subtil que une toda uma vida de actos alheados”, são já os destroços de um infinito naufrágio, fósseis instantâneos e grotescos, corpos que num momento simbolizavam “a própria ideia de transformação infinita”, segundo Roland Barthes, e que no momento seguinte se tornam puros dejectos. Um mar de destroços consumindo tudo, uma maldição sufocante que se ergue como juros materiais depois de a sua invenção ter sido celebrada como um prodígio de “arte rapidamente mutável” – “a primeira substância mágica que se dispõe a ser prosaica”.

E se o plástico se mostra uma assombração tão corrosiva isso liga-se a uma espécie de paradoxo que Barthes ressaltou, dizendo que apesar da sua esplendorosa capacidade de imitação, este é um material desgraçado, pois seja qual for a forma final que assuma, nunca atingirá “a elegância triunfante da natureza”. No máximo, será algo como uma excrescência persistente, a assinatura de um ser que apostou contra a natureza, e que justamente quando parecia levar vantagem, descobriu que tinha estado a jogar contra si próprio.  

Max Norman, numa excelente crítica publicada na Los Angeles Review of Books, defende que o livro de Farrier não é nem um toque de clarim nem uma elegia, mas sim aquilo que vem depois da elegia: uma abrangente e estimulante meditação que tem algo de terapêutico na forma como nos prepara para aceitar essa verdade que nos diz que, no grande esquema das coisas, a natureza acabará sempre por nos dominar.

Numa outra recensão a este livro, Nora Castle lembrava Ralph Waldo Emerson, para quem “a linguagem é poesia fossilizada”. Este poeta e ensaísta empenhou-se em reverter esse efeito de petrificação e restaurar a original função poética às palavras, revelando como a natureza é o corpo que começa por estar na base desse jogo de sombras com que tentamos captá-lo entre sons e signos. Mais do que nomeá-lo, perseguimos, flechando de longe a longe, a sua expressão infinita. E Emerson atribuía, por isso, ao poeta a tarefa de fazer com que as palavras traduzissem antes de tudo a relação de cada coisa isolada com o todo. Assim, o esforço da poesia seria o de assaltar o rasto ainda fresco da natureza com a sua matilha de sons tacteantes, com a sua ênfase caçadora animada por certos vislumbres e alguns ecos ainda vivos. Deste modo, o poeta tentaria recuperar a ligação à natureza que se perdeu na vida moderna.

No que toca à sensibilidade poética que caracteriza a escrita de David Farrier, esta não se liga tanto à exumação de aspectos soterrados na etimologia das palavras como à tentativa de prefigurar os hieróglifos do futuro. Nesse esforço por captar “lampejos de um mundo mais remoto”, ele mostra-se um incansável tradutor do idioma que se inscreve na pauta de um tempo profundo, tomando-o como o caderno onde a natureza passa a limpo as suas convicções. Assim, na busca dos “vestígios de um futuro assombrado”, indaga as consequências ecológicas e materiais da cultura e sociedade humanas, e a poesia surge como uma interrogação e um fascínio servindo-se da narrativa e do mito, da imagem e da metáfora, como elementos essenciais de uma exploração e um confronto com o que resistirá, com os fósseis por vir, essa linguagem que não apenas está inscrita geologicamente, mas que é um eco que fala a língua do futuro. Isto porque, como ele vinca, “as nossas marcas perdurarão nas células de algumas das formas de vida mais pequenas da Terra”. Assim, se procura fazer um relato daquilo que sobreviverá, Farrier insiste que, “para isso, precisamos tanto de poetas como de paleontólogos”.

Numa leitura que se aproveita dessas nuances próprias da mais penetrante crítica literária, Farrier lembra que “as nossas cidades formarão o arquivo mais concentrado e revelador de quem fomos e de como vivemos”, e adianta que “a nossa ‘flora imemorial’ persistirá nos restos fossilizados dos nossos edifícios, na sua infraestrutura soterrada e em inúmeros pequenos objectos descartados, como uma vasta enciclopédia de vidas e desejos humanos”.

Noutro momento cita Italo Calvino, que certa vez afirmou que a essência das Cidades Invisíveis é que, de facto, as “cidades estão a transformar-se numa só cidade, uma única cidade interminável, onde as diferenças que outrora caracterizavam cada uma delas vão desaparecendo”. Debruçando-se na amurada desta visão, Farrier nota que a partir da Torre de Xangai, olhando ao redor, a cidade parecia alastrar-se infinitamente. “Era fácil imaginar o mundo como uma cidade perpétua.” E adianta que, depois de dar voltas e voltas ao observatório, fascinado com a vista, acabou por perder “toda a noção de orientação, no rodopio interminável da cidade contínua”. De seguida, recorda como, tendo crescido em Xangai, J.G. Ballard viu o seu imaginário moldado pela cidade, e como esta foi uma inspiração decisiva para as suas distopias vertiginosas. E diz-nos ainda que, “tendo crescido num local que parecia fruto da imaginação, [Ballard] afirmava que o desafio era ‘encontrar o real em todo este faz-de-conta’”.

Se pensarmos que as nossas cidades têm o potencial de deixar um rasto que continuará a ser legível dentro de 100 milhões de anos, não é difícil supor como aos olhos das gerações vindouras, quando o planeta recuperar deste ciclo de destruição e morte, tudo se parecerá com o sonho de um deus mimado e um tanto maníaco, criador de uma espécie que, à sua imagem, perdeu o respeito pelos seus próprios poderes, e, de caminho, por toda a criação.

E continuando na senda da interpretação literária, isto leva-nos a ler a nossa civilização seguindo uma tradição rabínica a que Steiner gostava de se referir, e segundo a qual vinte e seis tentativas divinas falhadas, vinte e seis criações abortadas precederam o episódio do Génesis narrado na Bíblia. Por sua vez, Claudio Magris sublinhou como, nos nossos dias, não é preciso muito para que esta ideia nos leve à tentação de pensar que também a vigésima sétima, esta em que vivemos ou imaginamos estar a viver, possa ser tão-somente um rascunho, um esboço imperfeito, destinado ao lixo. E agora, mesmo que afastemos essa hipótese, o mais difícil é afastar a ideia de que o mais provável é que a imagem que o futuro terá de nós será a de um rascunho devastador, um desenho num traço bastante grosseiro e que se vingou do seu fracasso, da incapacidade de copiar a elegância da natureza, tentando arrastar consigo toda a beleza que o precedia e inspirou, feri-la de morte, com os seus venenos, infectá-la com o seu lixo. E a esta luz, a história que ficará para ser lida será a da luta da natureza para se livrar do mais irresponsável e repugnante dos seres, o pior dos seus inimigos: um imitador frustrado.

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