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Chega. 'Lei da rolha' já levou à suspensão de três militantes

Chega. 'Lei da rolha' já levou à suspensão de três militantes

Sónia Peres Pinto 06/12/2020 19:43

“O partido se quer ser um partido de Governo tem de se concentrar na luta política externa”, diz André Ventura ao i.

André Ventura criou uma diretiva para impor sanções aos seus militantes que critiquem o partido ou a direção nacional tanto na imprensa, como nas redes sociais ou mesmo em grupos de WhatsApp. Em causa está a diretiva 3/2020, que representa uma espécie de “lei da rolha”, que está em vigor desde 2 de dezembro e que foi comunicada aos militantes através de email. Ao i, o dirigente do partido garantiu que já foram suspensos três militantes: um em Setúbal, um militante do Algarve e uma militante de Beja. 

De acordo com o responsável, “era fundamental garantir que não se verifiquem atentados ao bom nome dos outros militantes e ao nome do partido, como vinha a suceder”, acrescentando que “o partido, se quer ser um partido de Governo, tem de se concentrar na luta política externa e não nas guerrilhas internas”, esclarece ao i.

Nessa mesma comunicação interna, os militantes são informados que “a partir das 00h de dia 2 de dezembro, serão imediatamente e severamente sancionadas todas as publicações de militantes que se destinem a continuar este permanente clima de guerrilha interna, que favorece os que querem perpetuar a confusão interna e destruir o Chega”. E lembra ainda que  “as redes, as páginas, os grupos, devem servir para combater os nossos adversários políticos e não para manchar o próprio partido”, diz ainda o email, assinado pelo vice-presidente Ricardo Regalla.

A diretiva prevê que “a referência ofensiva a membros ou dirigentes do partido, seja em que contexto for”, implica a “imediata suspensão” do militante transgressor “de todos os cargos e funções, bem como da militância, pelo período mínimo de 30 dias”. E esta suspensão será aplicada mesmo que o militante atue em “defesa pessoal ou de terceiros”. A ideia é que as as críticas sejam feitas somente “nos órgãos próprios”.

Esta decisão surge depois de uma publicação feita por Filipe Melo, candidato à distrital de Braga do Chega, que visa Cibelli Pinheiro de Almeida, presidente da mesa da assembleia distrital. O primeiro terá dito no Facebook que não seria uma brasileira que iria mandar nos destinos de um partido nacionalista.


Recorde-se que no congresso do Chega, realizado em setembro, em Évora, Ventura só conseguiu eleger a sua direção à terceira tentativa. Esta necessitava de uma maioria de dois terços para ser aprovada. 

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